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8 de fev. de 2012

:: Jogo Corpomancia no projeto Dançando na Escola, em Fortaleza-CE





Em meados deste mês de janeiro estivemos em Fortaleza para apresentarmos o jogo Corpomancia aos professores do programa Dançando na Escola, um projeto de inciativa da Prefeitura da capital cearense, numa parceria entre as secretarias de Educação e Cultura do município. O projeto é dirigido por Cláudia Pires e a nossa experiência durou 4 dias, em 16h/aula, com a presença de 20 professores do programa. Foi realizada por duas integrantes deste conectivo (Paula Bueno e Renata Leoni) e participação em dois dias de Christiane Araújo, professora da UEMS, que convidamos por sua experiência na educação em dança e pela oportunidade de conhecermos o seu trabalho.


Estávamos ali enquanto artistas, criadoras e experimentadoras de um jogo a partir de estudos de Rudolf Laban - este cara que muita gente conhece, mas que tem menos "amigos" do que merece - apresentando uma ferramenta possível para os professores usarem em sala de aula, e mais do que isso, pensando com eles a possibilidade da criação de novas ferramentas para as aulas de dança.


Os professores do programa têm formações diversas: jazz, dança de salão, dança de rua, dança contemporânea.. Ora, Laban contribuiu para inaugurar a dança moderna, mas a presença dele é maior do que esta: a sua pesquisa do movimento humano nos permite chegar a todos esses estilos, ou melhor, permite que esses professores possam ter mais possibilidades de trabalho dentro daquilo que já desenvolvem. Foi esse o nosso estímulo, e a colaboração dos "estimulados" reinou com novas pertinências durante o período em que estivemos juntos. 


A partir de uma proposta da Christiane Araújo instaurou-se um debate: é possível realizar um movimento "direto"? "Direto" é a intenção de quem propõe o movimento ou a forma no espaço que o corpo produz?? Engraçado que a noção de movimento direto e indireto é simples do ponto de vista de quem imagina, mas o movimento traz e trouxe para a experiência complexidades que não foram resolvidas com um martelo, mas debatidas e exercitadas pelo grupo inteiro, em busca de pontos de vista. O fato de estarmos em 3 figuras de "proponentes" ou "provocadoras" (a prof. doutora Ana Mundim coloca que o professor na contemporaneidade é mais um provocador), desencadeou uma forma de desentendimento saudável ao debate. Debate prático também: no dia seguinte, cada professor levou sua proposta de experimentação de movimento direto e indireto (ou multifocado) - todas vivenciadas e aprovadas pelo grupo. 


Não paramos por aí. Renata Leoni propôs uma caminhada em que eles se percebessem tocando o chão. Logo depois, inverteu a proposta, pedindo que percebessem durante a caminhada o chão tocando seus corpos. O debate desta vez nos guiou a questionamentos sobre a "dança contemporânea", inaugurado por uma "jazzarina" temerosa em perguntar obviedades: na dança contemporânea, pra quê tanta experimentação? onde isso nos leva? Ainda sem nenhum martelo, debatemos a pergunta essencial (e não óbvia) a ultrapassar o horário das dez da noite de uma sexta-feira (são santos, os cearenses). Prometemos começar o sábado de manhã com o vídeo "Ginga Documenta: cultura bovina em trânsito", documentário que aborda a construção de um espetáculo dentro da linguagem contemporânea, e coloca as diferentes visões do público que o assistiu, em variadas cidades brasileiras. Mais uma vez, o estímulo deu cordas para um entendimento multifocado.


Os jogos do Corpomancia conduzidos por Paula Bueno revelaram um aprimoramento dos professores na compreensão dos fatores de movimento propostos por Laban no decorrer dos encontros: os professores produziram experimentos, cenas, movimentos, composições e questionamentos, revelando que os estudos propostos pelo pesquisador ainda não se esgotaram, mesmo passados mais de 50 anos da sua morte. Os depoimentos revelaram um novo grupo de "amigas do Laban", como elas mesmas se classificaram, o que nos causou empatia, já que também não fomos simpáticas à pesquisa de Laban em um primeiro momento, mas logo que entramos na experiência do movimento, fizemos as pazes com o pesquisador.  


Percebemos que talvez, os 3.407km que distancia Fortaleza da nossa cidade Campo Grande tenha feito diferença na hora de abordar alguns temas, simplesmente porque não havia um pré-julgamento de quem éramos, de ambas as partes, e o anonimato de certa forma potencializou a troca. Pudemos exercitar a fala, o pensamento, o movimento, a dúvida (a dúvida!). Conversando com Cláudia Pires, a coordenadora deste grupo tão diverso e ao mesmo tempo disposto, vimos que a experiência gerou resultados positivos no ânimo do projeto. Entre nós, mais uma chance de nos descobrirmos provocadoras de uma criatura que no fim das contas, nos transforma. 

16 de nov. de 2011

:: Seminário Diálogos entre Corpo e Cognição 17 e 18/nov 2011


clique para ler a programação

 Este seminário organizado pelo GEPEMULT (Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação e Múltiplas Linguagens) junto a Fundação de Cultura de MS acontece em Campo Grande nos dias 17 e 18 de novembro. É uma iniciativa importante porque trata do processo tão vital para a dança: a educação. A programação engloba diversas oficinas, palestras, mesas redondas, comunicações orais e apresentações artísticas. Destaco a participação do Coletivo Corpomancia com a oficina sobre o jogo Corpomancia, no dia 18/11, das 14h às 17h.  As inscrições vão até hoje, 16/11 pelo e-mail gepemult@gmail.com



clique para ler
A primeira vez que a Lenira veio a Campo Grande foi em 2007 para uma oficina sobre os estudos de Laban e cognição. De lá pra cá foram vários encontros sempre bem-vindos em Corumbá, no Rio, aqui em Campo Grande na pós-graduação em Dança em que foi docente... Os encontros com suas publicações foram ainda maiores e são referência no país pra quem estuda Laban. 


A Lenira é uma grande pesquisadora, principalmente porque seu esforço está em juntar em uma só palavra-ação teoriaeprática, como você pode ler no folder. Ela nos traz o entendimento de que a construção do pensamento só pode ser corporal, simplesmente porque "somos" corpo e não "temos" um corpo. 


Que bom ter de volta a Lenira em Campo Grande, este lugar em que ela de alguma forma ela nunca saiu ;)

14 de nov. de 2011

:: Em Companhia das Artes

Sábado agora participamos (Re, Fran, Paula) com o jogo Corpomancia de um evento no espaço do Ponto de Cultura Cia das Artes. Chegando, ficamos surpreendidas com o trabalho feito com três pré-adolescentes da Cia que se apresentavam. O jogo foi bem participativo (principalmente com o menino Francisco) e rendeu cenas bacanas. http://www.ciadasartes.art.br

Aqui, algumas fotos, tiradas pelo fotógrafo João Henrique Miranda (http://jhmirandasa.blogspot.com)




... e o jogo continua: Piquenique & Tal, no Espaço Imaginário

Legal isso de vida longa das propostas.. este ano novas experiências com o jogo estão surgindo, além de novos jogadores: Yan Chaparro, Re Leoni, Marcos Mattos, Bruna Barbosa. Em setembro, participamos do Piquenique & Tal, do Espaço Imaginário, um evento que durou toda a tarde e noite e contemplou manifestações de várias áreas, para um público que trouxe sua canga e deitou na grama.. :) Dia delícia.

O Espaço Imaginário é um Centro de Cultura da Infância que propõe a convivência da criança com a sua essência criativa e saudável, oferecendo atividades lúdicas integradas à natureza, à arte, ao corpo e as brincadeiras tradicionais brasileiras. http://www.espacoimaginario.com/

Aqui vai um vídeo do dia, produzido pelo Kenzo Minata:


26 de out. de 2011

:: o jogo na UFC

A Denise Parra, professora mestra da Universidade Federal do Ceará (e amiga, e colaboradora do coletivo em outras ocasiões), me convidou a apresentar o jogo Corpomancia aos seus alunos da graduação em Dança. Fui lá com a ajuda da Re Leoni e jogamos com os alunos. Foi um prazer vê-los interagindo, experimentando, perguntando, conversando e gritando um bocado também, hehe. Obrigada, De, pela oportunidade de troca e obrigada aos alunos, que se mostraram super disponíveis! Aí vai uma pitada do que foi:

1 de dez. de 2010

Jogo Corpomancia na temporada no depósito cênico do SESC Horto

bueno, e já que é pra virar saudosista, aqui vai o vídeo de um dos jogos da temporada que fizemos no depósito cênico do SESC Horto. Tudo registrado pela Vaca Azul.

30 de nov. de 2010

:: Jogo Corpomancia na Bienal SESC de Dança :: há um ano!

Já faz um ano que participamos da Bienal em Santos. Pra matar a saudade, aí vai o vídeo de uma das apresentações.

30 de dez. de 2009

:: Participação na Bienal SESC de Dança 2009

Foi um prazer imenso participar da Bienal este ano: conhecer Santos, ver trabalhos em dança o dia inteiro, presenciar o envolvimento de uma equipe grande com essas tantas formas de dança possíveis... Foi um acontecimento que proporcionou mais volume ao nosso trabalho, em muitos sentidos.

No sábado, 7/11/09, o desafio foi grande: o vento e o sol estavam apostando com a gente quem era mais forte. Bueno, levamos essa competição pro jogo mesmo e conseguimos chegar até o fim; e foi tão bom. A vista ajudou, vejam...

No domingo, 8/11/09, dançamos no espaço de convivência do SESC. O legal deste jogo é que a gente não só dança, mas consegue assistir quem está nos assistindo e os nossos melhores cometários sobre este domingo foi em relação ao envolvimento da plateia.

Quem quiser saber mais dessa nossa participação, clique aqui para ver o que postamos neste blog na época. E quem quiser ter uma ideia de como foi a participação, dá um play aí embaixo:

29 de nov. de 2009

Antes tarde, que mais tarde!



Aqui vai o ensaio do Jogo Corpomancia para a Bienal Sesc de Dança. Foi na Vila dos ferroviários com a linda participação dos nossos vizinhos.



Obrigada a todos pelo apoio e torcida... Deu certo!

10 de nov. de 2009

:: é preciso dizer



"É preciso dizer: já está mais do que na hora de lhes rendermos (aos intérpretes) o devido reconhecimento na tessitura silenciosa das fortes gramáticas de dança que escreveram a história da dança no século XX celebrizando inúmeros coreógrafos.

Antunes Filho, famoso diretor teatral brasileiro, costuma dizer: se o século XX foi o século do diretor, o século XXI será o século do ator.

Importa menos prever o futuro; antes podemos nos perguntar se caminho análogo não será trilhado pela dança neste século que ora se inicia. A decadência do formato companhia com sua política organizacional centrada na figura de um coreógrafo-diretor e a ascendência dos trabalhos de colaboração reunindo intérpretes-criadores em torno de um fazer sem centro que pensa criticamente a política da criação em dança nos dão sinais de que talvez Antunes esteja certo."

Trecho do artigo "Entre a arte e a técnica, dançar é esquecer", escrito por Thereza Rocha
A foto é da Franciella Cavalheri.
Local: Parque Municipal Roberto Mário Santini - Santos - SP

9 de nov. de 2009

:: conexões na bienal :: 6/11 :: oficina com Alejandro Ahmed

Alejandro Ahmed
foto: Cristiano Prim


a Júlia que ia comigo à oficina do Alejandro Ahmed mandou uma mensagem dizendo que não conseguiria chegar em Santos à tempo. lá me fui, então. não sei exatamente porque as outras não se motivaram, mas eu queria deixar mais claro pra mim o que tinha ali naquele trabalho do Cena 11. eu já imaginava que eles não tentariam ensinar as suas quedas, porque 4 horas é muito pouco tempo pra dizer pra alguém que ensinou alguma coisa assim, e aliás, queda é só um derrubo, a gente tinha que entender o que estava por trás, ou melhor, o que caía junto com o corpo - ou o que amparava, não sei. foi o que ele disse e então eu sabia que estava num lugar que eu queria estar.

foi uma aula sobre política. de como o corpo é sujeito e objeto da ação - como aprimorar o olhar para isso e buscar este entendimento no corpo; de ver a ação como gerador de informação e a partir daí criar consciência do que vamos fazer em cena (e na vida, não?).

outra coisa que ele disse e que já modificou meu olhar sobre a dança (e clareou sensações que eu tinha e não conseguia definir exatamente) é a diferença do "olha o que eu sei fazer" para o "olha o que está acontecendo comigo". achei isso autoexplicativo, mas se alguém quiser conversar mais sobre o assunto, posso tentar desenvolver melhor minha versão sobre isso - o que o Alejandro disse, a forma como ele disse e o que ele queria dizer com isso exatamente é só dele...

enfim, foi uma experiência incrível, principalmente porque ele falou de coisas que faziam sentido pra mim. to sabendo que vai demorar um tempo pra entender isso de fato, principalmente com o corpo todo, na ação, mas foi um baita empurrão. e as quedas... elas são conseqüência de tudo o que ele disse - mas uma consequência que eles chegaram. a ideia é que na gente elas sejam outras. que venham.

twitter do Cena 11, aqui.

7 de nov. de 2009

encontros

Muitas apresentações, muitos questionamentos e interlocutores com quem conversar, mas mesmo assim as discussões não se esgotam.
No primeiro dia a apresentação que mais me chamou a atenção por dua delicadeza e apuro de pesquisa de movimento corporal foi "natureza morta" do grupo A3, do Rio de Janeiro. Conseguiram deshierarquizar o corpo de tal forma, que já os encarava não como humanos, eram seres de outra cultura e outra espécie. Eram plantas e outros tipos de animais, de um jeito orgânico incrível.
No segundo dia, "leia-me" da Ivana Barreto foi sutil, muito interessante pela relação entre a expressão das palavras e do corpo, com projeções que iam diretamente em seu corpo e em uma parede >> interagia com as frases e embalagens que se formavam atrás de si e com jornais no chão.
O cena 11 surpreendeu neste dia com o espetáculo "SIM - ações integradas de consentimento para ocupação e resistência". Um trabalho de testar reações da plateia com estímulos do grupo. Nenhuma palavra. A intuição respondia. Por vezes queria resistir e por vezes me adaptar. E no final veio a surpresa de que estávamos sendo filmados e assistidos por uma plateia que acompanhou o espetáculo em outra sala, pela televisão.
Hoje o que mais me tocou foi o soco súbito da Morena Nascimento, com o espetáculo "Qause ela - três momentos de saudade". Simples, forte, tocante. Ela tem uma presença forte incrível. Comemos até bolo de aipim ouvindo o samba "a flor e o espinho" >> "Tire o seu sorriso do caminho, que eu quero passar com a minha dor (...) Eu só errei quando juntei minh'alma a sua, o sol não pode viver perto da lua". Precisava de tempo pra digerir o soco no estômago, mas veio logo a cervejinha na beira da praia e logo em seguida dois espetáculos do grupo Corpo: Ímã e Breu.
Fiz um repasse rápido do que vivi por aqui nesses três dias.
Muito bom ter a oportunidade de assistir de perto tanta gente boa e interessada em discutir e rediscutir a dança, a realidade, a produção de arte, a vida.
Dentro dessas discussões não dá pra não perceber as relações de poder e, quanto a isso, é fácil entender que Mato Grosso do Sul não tinha voz alguma na contriuição de discussões sobre a dança no Brasil. Não tinha, porque agora aprendemos a botar nosso bedelho em tudo, lógico que tendo o cuidade de interferir na medida do bom senso >> a overdose de espetáculos que chamam a interação da plateia faz isso com as pessoas. Acham que podem interferir, intervir, em tudo. hehe
O discurso da hegemonia caminha pela sensibilidade da arte, pela arte. Dançar é uma escolha política e seu processo de criação é um processo de atuações políticas também. Não necessariamente partidária.
Abaixo está um vídeo feito por uma das produtoras do encontro, de uma participação nossa em uma performance no meio da praça Mauá, às 17h da quinta-feira desta semana. A performance era da Cris Oliveira, paulista de Araraquara, que já dançou alguns anos no Palácio das Artes, em Minas e acaba de voltar de uma residência em Paris (que a Ana descobriu que conhecíamos desde os tempos em que moramos em São Carlos) e a proposta de improviso partiu do Villas, produtor cultural do Sesc Pompéia que, ao perguntar se podia dançar junto e receber um sim da Cris, chamou as corpomantes pra encarar o improviso na praça junto.
O tema é "azul" e a regra é não sair do círculo do chão.

:: que rolem os dados

Pessoal, estamos saindo do hotel para dançar no Parque Mário Roberto Santini. Valeu todo mundo que está torcendo pela gente. Um beijo!!!

6 de nov. de 2009

:: conexões na bienal :: dia 5/11

saímos de madrugada de Campo Grande, Paula/ Ana/ Luiza/ Fran, não deu nem pra dormir. chegamos em São Paulo às seis da matina, fomos direto pra rodoviária e pegamos um ônibus pra Santos. no meio do caminho, no meio do cochilo, a gente acordou com a paisagem chamando a gente pra ficar de olho aberto. e foi assim o dia todo, nossas pálpebras se esforçaram à beça.

bem recebidas pelo SESC, fomos pra Praça Mauá, com o seu Fernando, o motorista da van que já foi pescar em Campo Grande e teve medo de ir pra Corguinho encontrar E.T.'s. o sol a pino do meio dia (pra gente ainda o de ontem), nos introduziu a Bienal com o Jogo Coreográfico, da simpática Lígia Tourinho. eu, Paula, fui me arriscar a coreo-falar alguma coisa... e começou a nossa saga de participação nas apresentações da Bienal.

meia hora depois, Frank Ejara e os Discípulos do Ritmo se juntaram ao Steven Harper para uma jam de música boa e dança incrível. e já que eles chamaram, a gente se arriscou também. lembramos muito do Dançurbana, como a gente queria que eles tivessem por ali. voltamos para o hotel pra finalmente fazer o check-in e constatar que o tal do sol de Santos pode ser tão bravo quanto o nosso. quatro e meia da tarde estávamos na frente do Bolsa Café, assistindo (seria esse mesmo o verbo? não sei) a performance "Infiltrações", do Coletivo Couve-Flor Minicomunidade Artística Mundial). Ali por perto, na procura da van pra voltar pro SESC, achamos a instalação "Verdades Inventadas", de Thembi Rosa, e ficamos um pouco, lutando contra o cansaço que estava provocando a gente.

A van que achamos estava esperando uma outra insatalação para voltar: "Espaço para a Dança", com Cris Oliveira, que a Ana e a Luiza reconheceram da época do Grupo Expressão. O Villas, do SESC Pompéia, que estava por perto provocou a gente pra entrar na cena que ele estava propondo, e como a gente tava facinha facinha, não precisou insistir muito. Nós e ele fomos invadir o tal Espaço para a Dança. No caminho de volta, uma conversa bem legal com ele no carro.

"Faz de Conta que ela não estava chorando por dentro" e a Rita Nascimento ocupava o espaço do Fosso do Teatro. Saindo dali, uma surpresa arrebatadora: "Natureza Morta", do Grupo A3 deixou a gente sem palavras, sem reação... talvez mais pra frente a gente possa dizer alguma coisa mas concreta sobre o espetáculo - agora não dá.

"Voodoo Game", do Cena 11 fechou o nosso dia, tão longo. Aliás, é a Bienal dos jogos de dança. Nossas pálpebras recusaram a festa e foram para o flat comer alguma coisa e dizer boa noite. Amanhã tem mais ;)

30 de out. de 2009

:: jogo na bienal e no correio


Na segunda-feira desta semana, umas 11h da manhã, recebi um telefonema. Estava na minha rotina matinal de sempre (aquela malemolência, dificuldade de acordar de verdade) quando o telefone tocou: "Oi Luiza, é o Oscar Rocha do Correio do Estado, tudo bom? Vocês foram selecionadas pra bienal em Santos, não é?"
Foi uma conversa breve.
Até eu me assustei com a segurança com que lhe contava sobre o que estava acontecendo, sobre o coletivo, o jogo, a viagem, a recepção da plateia deste trabalho de improvisação. Também, vivendo essa imersão no mundo do jogo (por vezes sem conseguir me concentrar em qualquer outra coisa) acaba-se tendo muito o que falar.
"E vocês têm algum outro projeto com estreia definida?"
Ah, claro! O me=morar!
Senti-me mais segura depois da conversa com ele (com as aulas da Aline também >> valeu Aline!). Senti que tinha conseguido explicar e ele tinha conseguido entender.
E o resultado da conversa por telefone saiu na quarta-feira desta semana.Uma matéria super cuidadosa, com o sentimento/razão que só ele poderia investir, com suas peculiaridades, e senti que realmente éramos nós ali representadas!
Informações corretíssimas, cuidado com depoimentos, narrativa que deixava querer ler mais e mais.
Valeu Oscar!! Muito bom poder contar com bons jornalistas como você aqui no estado!!
Clicando na figura, vcs conseguem ve-la maior para ler.

27 de out. de 2009

:: falar, falar. mais que falar ::

Não sei se tem um bailarino que acha fácil falar. Aliás, não sei se tem um ator que acha isso fácil também, mas daí a conversa já é outra. Acontece que a gente anda se aventurando por essas terras, na região do gogó, no jogo Corpomancia. A Luiza teve a ideia de chamar a atriz Aline Duenha, que também é muito chegada nossa, pra ajudar a gente nesta tarefa.

Desde o primeiro encontro a gente sentiu uma empatia forte, principalmente em como ver este trabalho, que não é representação, apesar da fala: são pessoas jogando um jogo, "só" isso. A ideia dela então é potencializar essas pessoas pra deixar o mecanismo do jogo limpo, claro e que envolva realmente a plateia. Tudo o que a gente queria.

Ela nos apresentou exercícios vocais, nós treinamos a fala e gesto a partir de texto pré-estabelecido, ela assistiu ensaio e direcionou nossas ações para este objetivo que a gente tinha acordado... Foi divertido, foi desafiador, foi rico demais. E não para aqui, a gente sabe que foi o pontapé inicial.

Bueno, Aline querida, nós agradecemos muito sua participação nessa etapa do jogo. Estamos suando pra corresponder. Semana que vem a gente vai lembrar muito de você, ai jesus. E que venham outros encontros, desses com gosto de festa programada pelo destino ;)

Agora, cá pra nós, quem vai aguentar eu tentando cantar por aí?

** foto da Aline na peça No gosto doce e amargo das coisas de que somos feitos, por Vaca Azul Corporation Association.

22 de out. de 2009

:: locais/dias do coletivo na bienal

Clicando aqui vocês podem conferir as datas e locais do jogo corpomancia na bienal e também passear pelo blog do evento, bem rico de infos sobre os grupos selecionados, convidados, sobre a bienal, etc.

21 de out. de 2009

:: enquanto isso, na sala de justiça ::

a gente está se preparando com o jogo de dança pra bienal sesc. domingão não teve escapatória, a gente precisa praticar o jogo, decidir como vai ser jogar de três. improviso se ensaia sim, pessoal. então fomos lá pra casa - a minha, paula, pra inaugurar o horário de verão que ainda por cima deixou tudo mais cedo do que a gente previa. dá pra ver na nossa cara.

no fim, ensaiar num lugar assim fez o jogo ficar mais descontraído pra gente, que parecia um grupo de molecas brincando na casa da amiga: ana, paula, fran, luiza. pra terminar, apareceu os companheiros adriel e depois o lucas e a "tia" bernadette pediu almoço pra todo mundo, que comeu lasanha verde, hmmm. vai lá, jogo com gosto de infância, com aroma de domingo:



a gente ainda quer agradecer o pessoal do dançurbana, porque semana passada foi lá que a gente se encontrou pra pensar o jogo, e foi ótimo. durante a semana, a gente está praticando no spa urbano ofurô, que é um espaço incrível também. valeu, pessoal, pela força. mesmo.

:: Programação da Bienal ::

A gente tava quase decidida em ir de avião. Daí que sai a programação da Bienal no blog. Só no sábado 7/11, por exemplo, tem 3 apresentações de jogos de dança (incluindo o nosso), uma instalação prevista do William Forsythe, um espetáculo da Morena Nascimento (baita bailarina brasileira que a gente conheceu aqui quando veio o Primeiro Ato e agora está na cia da falecida Pina Bausch), tem o espetáculo Breu, do Grupo Corpo, tem uma instalação da Cláudia Müller (lembra dela, do Disk Dança?), tem espetáculo do Núcleo do Dirceu e tantas coisas mais que a gente sabe que é uma baita chance pra assistir.

Então, estamos pensando em ir de van caso mais gente se interesse em ir junto: fica mais barato pra todo mundo. Vamos sair daqui na quarta 4/11 ou na quinta 5/11 (dançamos lá no sábado e no domingo). Dá uma olhada na programação e se decidir ir, dá um toque rapidinho pra gente. Pode ser comentando aqui ou mandando e-mail: corpomancia@gmail.com. Vamos, vamos, vamos!!!!

A programação:
http://bienalsescdedanca2009.blogspot.com/2009/10/saiba-tudo-o-que-vem-por-ai.html