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30 de jun. de 2015

:: Perfil :: Ralfer Campagna



:: Carbono 14 :: 
Às 14h e 15 minutos do dia 28 de junho de 1990 nasce uma criatura com 4 quilos e cento e dez gramas.

:: Memória Corporal ::
Desde cedo, a fazenda era um dos grandes espaços de possibilidades do seu corpo (se machucar) em meio as brincadeiras com os primos e tios: corrida de barril (sim, a gente dentro), pega-pega no chiqueiro, soltar bezerro, apartar o gado, subir em árvore, corrida a cavalo, entre outras práticas que alimentavam o lado Cowboy de ser. Do outro lado, na cidade também participava destes jogos tradicionais (quase extintos) das ruas, onde se juntava toda molecada para um esconde-esconde, pique no alto, pular corda, futebol e qualquer outra brincadeira que vinha em mente. Já fez natação e por um bom tempo trabalhou abrindo porteira para o seu pai que era leiteiro. Precisava ser ágil... Atenção concentração, ritmo vai começar: olhar, abrir a porta da caminhonete, pular, abrir a porteira, seu pai passar, fechar e subir na brisa da carroceria... Ufa! Tudo isso umas “miliveis” ao dia. Entre os intervalos desta corriqueira rotina, já se sentia motivado e seduzido pela dança, seu corpo já correspondia as batidas, as melodias e aos compassos das músicas que escutava na rádio. Conheceu a dança dentro de casa, com a irmã, experimentou e brincou com o famoso Axé da Bahia ao som do É o Tchan, e acreditava ser algum tipo de jacaré branco do MS. Em 2002 participou do Projeto “Nessa Rua tem Talento” da Casa de Ensaio, onde teve seu primeiro contato com uma professora de dança – Gisela Dória. Ganhou uma bolsa para as aulas regulares de balé, porém sua família não deixou participar. Saiu do projeto e só voltou a ter contato com a dança (fora do banheiro) em 2009 quando conheceu as danças urbanas, e depois, não parava de dançar...

:: Pedaço de papel importante pra sociedade ::
- Graduando em Educação Física (Licenciatura) pela UFMS.

:: O ganha pão ::
Intérprete criador, professor de danças urbanas, produções artísticas e se arrisca como designer gráfico, colaborando e criando na área.

:: O que te move ::
O olhar, o sentir, a dança, as amizades, o desconhecido, o sorriso... Além de cinema/filmes, purê de batata, idiotices, fotografia, aventuras, viajar, azul (sim, é a cor mais quente), o momento, a lembrança, o equilíbrio da vida e transformação do ser humano.

:: No Conectivo ::
Sorrateiro, jeitinho mineiro da família de sua mãe, chegou como assistente de produção no trabalho Inocência (2012) e aos poucos foi se aproximando da “tchurma”, realizando outras produções. Em 2014 recebeu o convite para circular com o projeto Sem Cerimônia: Ser Cidade pelo interior do estado de MS, gostou da ideia e procurou somar.

27 de fev. de 2015

:: Perfil :: Maíra Espíndola


:: Carbono 14 :: 
(Ou: Que idade eu tinha quando nasci?)

Atingida por meio milhão de raios cósmicos por dia eu ainda penso na pergunta: que idade tinha quando nasci? Uma pergunta imbecil que num desses momentos perdidos na memória ecoou como um mantra: plena de sentido e sem sentido algum. Volta e meia ela me sopra a dúvida sobre essa pré-existência, sobre tudo que tem de informação no meu sangue e que não consigo decifrar com a mente agarrada às palavras. É certo que depois de tantas rajadas radioativas do sol sob esse corpo (que me veste), um dia ele definhará. A linha reta do tempo talvez seja uma espiral vertiginosa e os corpos morram com o objetivo de ceder átomos pra respiração de outra vida, outra coisa. Deixaria, então, a carcaça pra futuros pesquisadores debulharem teorias sobre a existência no passado. Com suas pinças e conhecimentos de isótopos radioativos poderiam precisar a idade que eu tinha quando morri. Certamente não definiriam a emoção que senti ao ver pela primeira vez um cavalo. Ou que tive em vida uma predileção por folhas verdes escuras. Ou ainda que idade tinha quando nasci. Mas eles saberiam quanto tempo passou por mim. O engraçado disso tudo, também o mais misterioso é isso que nos atravessa e que só nossas relações particulares com as escolhas e o tempo, com o all around faz ferver: sentimentos atávicos - àqueles que me ligam biologicamente ao alienígena mais antigo da galáxia, ao mamute, à primeira criatura unicelular. Isso mesmo! Não é estranho se ver em um edifício da bolsa de valores sentindo-se uma fera?! Por atavismo ou por algo maior que todos nós. Pela vibração desses átomos todos juntos. Enfim, teria quando nasci a idade da Terra. A data aproximada de tudo que borbulha nesse caldo. E isso nenhum cientista pode até hoje prever, já que provar, experimentar, vivenciar essa sensação maluca que nos liga... Isso todos provamos.

25 de fev. de 2015

:: Perfil :: Tetê Irie


:: Carbono 14 ::
Nasceu em Dourados no ano de 83. Dia 28, mês de maio, frio. No parto - pélvico - quebrou o braço esquerdo. 

:: Memória corporal ::
Na infância, o corpo era alavanca para deleites na natureza: subia em árvores caçando ninhos; nadava e pulava em açudes, rios e mares - ainda hoje, ama nadar em água sem cloro! É uma de suas maiores paixões, quase sagrada... A critério da mãe, passou por cursos de ballet e ginástica olímpica - achava estranho. Fora compreender anos mais tarde, nas aulas de circo que se dedica atualmente, quando o tempo lhe permite.  Há um ano e meio, retomou o hábito regular de praticar yoga e andar de bicicleta  - quietude, vento!

:: Pedaço de papel importante pra sociedade ::
Graduou-se em Artes Visuais na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul no ano de 2008

:: O ganha pão ::
Trabalha com Produção Cultural; bem como criação de figurinos e cenários para espetáculos.

:: O que te move ::
Troca de ideias e mergulhos profundos. Ocasos.Conhecer coisas novas; até mesmo as velhas: pessoas, poemas, imagens. Cores, aromas e paisagens.

:: No Conectivo ::
Auxilia na direção artística/visual dos trabalhos, sobretudo na concepção de figurinos e cenários. 

:: Perfil :: Roberta Siqueira


:: Carbono 14 :: 
Nasceu em 03 de novembro de 68, na Vila Piloto da CESP e foi registrada em  Três Lagoas/MS, escorpiana com ascendente em escorpião.

:: Memória Corporal ::
Descendo a rua da ladeira só quem viu, é que pode contar ... (Sá Marina – Wilson Simonal), dizem seus pais, que nessa música ensaiou seus primeiros passos como dançarina da vida. Ouviu uma entrevista com Boby Macferry onde contou que aos 27 anos tinha absoluta certeza que ele era um cantor. Ela aos 46 anos só tem a certeza de que continua sendo uma dançarina da vida. Apaixonada pela MPB e pelo samba, herança deles, seus pais, que sempre incentivaram os seus movimentos no balé na escola, na academia, nos desfiles de moda, no Ginga... com muita história pra contar. Eles eram patrocinadores, locutores, emprestavam o carro (uma combi que só por deus, mas cabiam todos) e ainda sobrava um tempinho para ajudar a confeccionar a fantasia para o desfile de escola de samba. Na academia de dança começou aos 12 anos, no Dance Center Versatile, ingressou no Grupo Ginga (atual Ginga Cia de Dança) a convite do Chico que acreditou no potencial daquela menina de trancinha e óculos fundos de garrafa (como ele comenta que a conheceu), e que naquele ano, 86, tinha entrado, também, na faculdade de Administração. No Ginga conviveu com pessoas incríveis e algumas delas ainda estão ao seu lado, se for falar o nome de todos vai aí mais uma página. No Ginga era multi, além de bailarina corria atrás de patrocínio, e quando não eram suficientes faziam pedágio, ajudavam o Chico na produção e na divulgação dos espetáculos e tinham um lema escrito pela Lu Mamoré que estampavam em seus peitos: “Queremos ver a Dança valorizada em nosso País, como em nossos corações”. Todos tinham um amor e uma dedicação de se tirar o chapéu. Vejam só, também em 86 começou a trabalhar em banco, de lá ia para a faculdade e os demais integrantes do Grupo nesse período iniciavam a aula e a esperavam para ensaiar juntos. Faculdade de administração, trabalhando em banco, a dança era o ponto de equilíbrio. Outros rumos e deixou a dança cênica. Ela e Miriam uniram os desejos e se tornaram empresárias em 2000 quando inauguraram o Ofurô. Parar de dançar nem pensar... a Mi a apresentou as Danças Circulares Sagradas. Em 2010 pensaram porque não questionar, discutir e vivenciar o feminino de uma maneira tão apaixonante... dançando! Retomou a dança cênica em 2010 com o espetáculo “Maria, Madalena”, depois “Se você me olhasse nos olhos” em 2014, novamente pela Ginga (quanta honra) e Escalenas (2015). Agora mergulhada na dança e na produção, diz que ela, a Dança, virou desequilíbrio... muito bom!
  
:: Pedaço de papel importante pra sociedade ::
Graduada em Administração UNIDERP, 2000
Terapia Crânio-Sacral, 2004
Formação Danças Circulares Sagradas, 2008
Pós Graduada em Dança, 2010
Formação em Pilates, 2011
Aprofundamento Danças Circulares Sagradas, 2013

:: O ganha pão ::
Nas produções artísticas, como intérprete criadora e dando aulas de alongamento consciente e pilates. Pé lá na administração e pé cá na dança, e corpo e dança.

:: O que te move ::
Os trabalhos que vem desenvolvendo com pessoas muito especiais na Arado Cultural e no Conectivo Corpomancia, a vontade de aprender e de realizar, a família, as boas risadas com os velhos e novos amigos, viagens, as queridíssimas afilhadas Luisa e Clara, a música e a dança lógico.

:: No Conectivo ::
Na inscrição do espetáculo Maria, Madalena para o Festival de Inverno de Bonito, veio a pergunta: a qual grupo pertencem? ... nenhum ... desgarradas. A Fran pediu permissão aos integrantes para vinculá-lo ao repertório do Conectivo e lá estavam elas, acolhidas. Aí pensou, massa mas que responsa, porque eles são muito bons. E desde 2010  convive com essas pessoas especiais e acolhedoras  e que bom que pode aprender sempre com eles. Gratidão!

19 de fev. de 2015

:: Perfil :: Renata Leoni


:: Carbono 14 :: 
É de Campo Grande, de 05 de janeiro de 1963. No mesmo ano, em novembro, nasceu seu irmão, Rodolpho.

:: Memória Corporal ::
Morou em uma fazenda no Município de Terenos até os 12 anos. A memoria mais remota de experimentar a exploração do movimento vem de subir em goiabeiras. Vinha de ônibus todos os dias para a cidade estudar. Gostava de jogar futebol. Quando mudou-se da fazenda para Campo Grande, o pai achou que precisava fazer aulas de dança, pra saber se comportar melhor. Não parou mais. Aliás, só pra ter os três filhos, de 1987 a 1990. Em 1991 passou a fazer parte do elenco da Ginga Cia de Dança. Com a Ginga viajou, conheceu pessoas e definitivamente se apaixonou pela dança. Teve experiências diversas com a profissão. Atuou como bailarina, sonhando em tornar a Ginga uma Cia estável; fez as principais produções da companhia e recentemente descobriu que pode enveredar por caminhos mais criativos, seja na direção, dramaturgia e coreografia de espetáculos. Essa mudança ocorreu a partir dos encontros que teve com pensadores bem importantes da dança contemporânea brasileira. A Pós graduação em dança, cursada em 2010 instigou a volta aos palcos que ocorreu depois de 12 anos sem estar em cena, em 2012. Gosta da experiência do movimento e de descobrir-se quando em companhia de pessoas que discutem os temas da dança na contemporaneidade.

:: Pedaço de papel importante pra sociedade ::
- Farmácia-Bioquímica na UFMS em 1983.
- Pós Graduação latu sensu em Dança pela UCDB, terminada em 2010.

:: O ganha pão ::
Faz produção artística, coreografia e direção de espetáculos, além de dançar. Já foi funcionária pública. Pediu demissão para se dedicar à dança, integralmente. A mãe jamais a “perdoou” por isso. Hoje aproveita as oportunidades que a dança lhe traz.

:: O que te move ::
As amizades e uma boa conversa fiada, o trabalho coletivo, as ideias criativas, o desafio de construir algo novo e potente a partir de Campo Grande e a vontade de transformar a dança que se faz por aqui.

:: No Conectivo ::
Passou a integrar o Coletivo em 2011 a convite da Paula Bueno, para dançar o Inocência. Praticamente se convidou para o trabalho. Depois foi naturalmente se apropriando dos modos de operar do Conectivo. Já fez coreografia, dirigiu espetáculo, fez produção. Já escreveu alguns projetos do grupo, principalmente a parte das justificativas.  Gosta do que faz junto das pessoas que admira no Coletivo. 

18 de fev. de 2015

:: Perfil :: Silvia Razuk




:: Carbono-14 ::
Nasceu em Campo Grande no dia 01 de Novembro de 85. Às 23:45. Era uma sexta à noite e seus pais estavam saindo para uma festa de aniversário.

:: Memória corporal ::
Ainda se lembra de quando entrou pela primeira vez na Escola de Dança Isadora Duncan. Queria porque queria fazer ballet. Mas o que a fascinava de verdade era a música. Ou melhor, o piano lindo e imponente na sala de aula. Tudo bem que ele só era tocado nos dias de exame da Royal, mas era instigador tê-lo como cúmplice e observador durante as aulas. Aí a coluna começou a doer. Doíam os pés também. Tudo incomodava. Aquela dança não cabia mais nela. Ou ela não cabia mais naquela dança. Parou. Foi fazer ginástica, natação e sei lá mais o que. O movimento sempre foi pra ela algo essencial. Vital. O fôlego. Não conseguiu ficar longe da dança por muito tempo. Voltou pro ballet e pra dança moderna. Ufa! Isso sim é legal! E então começou a intuir que mais do que hobby a dança seria sua profissão. Chegou na faculdade sem saber muito o que era a tal da Dança Contemporânea. Mas ficou. E gostou. A dança se tornou terapêutica; terapia. Uma fuga, uma viagem, algo bem concreto. Osso. Pele e respiração. Depois a dança virou trabalho, burocracia. E continua na memória e continua presente, no presente.  

:: Pedaço de papel importante para sociedade ::
- Graduada em Dança, bacharel e licenciatura, pela Universidade Anhembi Morumbi (SP)
- É dançaterapeuta formada pela Associazione Sarabanda (IT)
- Às vezes pensa em fazer mestrado, mas tem muita preguiça das formalidades e burocracias da academia.

:: O ganha pão ::
Dá pra viver da Dança? Ela tenta.  É professora, intérprete-criadora, já se arriscou na produção, mas não é seu forte. Usa a Dança também como ferramenta terapêutica. Agora está com vontade de se arriscar na direção, na provocação, na composição. Jogar faíscas mais do que estar em cena. Estar no palco é sempre uma questão.

:: O que te move ::
Crer em Deus e na vida eterna é o que a faz sair da cama todas as manhãs. Mas enquanto está aqui, contida nesse corpo físico é movida pelo movimento. Movimento espiritual, movimento emocional, movimento físico. É movida pelas efemeridades; mudanças. Empatia, compreensão. Troca. O ser humano a instiga. Conhecer o artista mais do que arte. Conhecer a essência mais do que a palavra. Conhecer o som e o silêncio mais do que a música. Observar. Ela ama poder simplesmente observar. E contemplar é um dos seus verbos favoritos.   

:: No Conectivo ::
Entrou para dar aula de Dança Contemporânea; uma espécie de preparação corporal para os intérpretes. Daí surgiu um espaço no trabalho Inocência e lá foi ela dançar.

14 de jan. de 2010

:: Perfil :: Werther Fioravanti






:: Carbono-14::
Natural de Ribeirão Preto-SP, registrado em Dourados, com a infância em grande parte vivida em Campo Grande, nascido às 8:00 hs da matina, um tanto como inconveniente para o meu relógio biológico.

:: Memória Corporal::
Bem, digamos que o próprio corpo tem coisas para contar que ainda desconheço, mas, a relação e contato com dança e corpo, se tornou mais tênue a partir das experiências vividas em companhia da adorável bailarina Júlia Aissa, com quem divido boa parte dos meus dias.
Nessa relação caliente e tão próxima com a dança, que vem se formando pelo contato direto com o trabalho dos bailarinos/criadores da Ginga Cia de Dança, Corpomancia entre outros e, principalmente, pela amizade estabelecida com pessoas singulares do meio é que a noção corporal, com ênfase na liberdade do movimento e seus estímulos, tornaram-se mais claras e evidentes no cotidiano.

:: Pedaço de papel importante para a sociedade::
Cantor e Compositor;
Acadêmico do 3º ano da faculdade de Arquitetura Urbanismo e paisagismo;
Diretor Cultural do CAFAU, centro acadêmico do curso de Arquitetura e Urbanismo;
Incentivador assíduo dos artistas e das artes em geral.

:: O ganha-pão ::
Um pouquinho daqui, um pouquinho de lá, e assim se sobrevive bem, feliz e preocupado.

:: O que te move ::
Algo desconexo da razão, pertinente as vontades e desejos, em busca de sentidos e paixões.

:: No Conectivo ::
Sou aquele que esta sempre pronto para ajudar no que se fizer necessário, sendo que até hoje dei opinião, fiquei calado, ouvi, aprendi, fiz também a Iluminação, cantei, brinquei de dançar, carreguei, montei, emocionei e aplaudi.

1 de jun. de 2009

:: Perfil :: Paula Bueno

:: Carbono-14::
É campo-grandense, mas nasceu em Curitiba, 17 de setembro de 1983, dia da Compreensão Mundial.

:: Memória Corporal::
Desde que nasceu, sempre às seis da tarde, o disco tocava e a dança rolava solta em casa. Quando estava sozinha, sonhava dançando em ser bailarina do Almir Sater. Depois de ensaios e apresentações de lambada + artes marciais no estilo Van Dame com o irmão, foi fazer aulas de dança (o Van Dame é bailarino, não sabia?), o que, cá pra nós, não era tão legal quanto o que fazia em casa. Quando conheceu o Chico Neller e Diógenes Antônio Silva - vulgos tio Chico e tio Dió - é que subir no palco começou a fazer algum sentido. O balé clássico era uma modalidade que não se adaptava ao seu perfil, assim dizendo pra suavizar, até encontrar em 1999, as professoras Beatriz de Almeida e Patrícia de Almeida, rainhas do bom gosto e paciência. Em 2001, entrou na Ginga Cia de Dança, daquele tio Chico, e se encontrou feliz com a dança contemporânea. Só não ficou muito contente quando descobriu que não era forte como pensava que fosse na era Van Dame, descobriu que existe um abismo entre ver irmão fazer e o seu próprio corpo executar coisas que demandam força. No Ginga conheceu também um monte gente incrível que virou família, feito o irmão, da qual saiu em 2007, mas o coração ainda fica lá, se você entende. Inventou um jogo na faculdade com a amiga Lu Cristo e em 2008 se juntou com outras amigas pra descobrir o que pode ser o improviso, o que é uma ironia pra quem sempre se exigiu não dançar “qualquer coisa”, a vida tem dessas, você sabe. Agora também estão ousando coreografar, veja só, mas isso também cai no perigo de ser “qualquer coisa”, ó vida, a gente tenta não ser. Improvisa também no fundo do bar sempre que está por lá, porque o corpo já não pode ficar quieto com música tão boa entrando pelo ouvido – quando é ruim nem pá. paula.

:: Pedaço de papel importante para a sociedade::
- Estudou 3 anos de Direito (2001-2003) na UCDB (isso conta pra currículo ou saiu, azar-o-seu?)
- Graduou-se em "Design/ Projeto de Produto e Comunicação Visual" (UCDB 2007)
- É Pós-graduanda em Dança (UCDB). Não larga a UCDB, veja só.

:: O ganha-pão ::
Terceira Margem, escritório de design, com mucho gusto, em parceria com Mary Saldanha. Tenta associar a experiência da dança com a criação gráfica.

:: O que te move ::
Cultura e cotidiano; viagens pela América do Sul; idiomas (inglês, espanhol); fotografia; imagem; literatura (principalmente sul-americana); blogs (jardimdelirios.blogspot.com e serpercebido.blogspot.com); blues (puxa-saco dos Bêbados Habilidosos); cinema (cinema não vale, quem não gosta de cinema?!); aventuras artísticas em geral. E dança, você sabe.

:: No Conectivo ::
Começou querendo fazer tudo e aprendeu que as coisas não são assim. Produz o material gráfico, dá idéias, fala bastante, sempre desvia do assunto em pauta e geralmente solta piadas mal-sucedidas. Às vezes dá certo.

7 de abr. de 2009

:: Perfil :: Luiza Rosa






:: Carbono-14::
Nasceu em Campo Grande às 9:30 da manhã de uma quarta-feira chuvosa - 18 de maio de 1986.

:: Memória Corporal::
Aos três anos adorava dançar lambada. Seus ídolos eram Leandro e Leonardo, Daniela Mercury e, claro, Beto Barbosa. Ensinava aos amigos dos seus pais como o quadril deveria se portar para que seguisse o ritmo dançante. Na infância gostava de descobrir e enfrentar os limites do próprio corpo: já fraturou os dois pés num mesmo ano, deu pontos no queixo depois de brincar de skate com o irmão, teve de enfaixar a mão esquerda após encontrar uma parede de concreto no fim de uma ladeira em que descia de patins, rasgou a pele da panturrilha esquerda na tentativa de escalar um mastro de bandeiras, quase se afogou no rio Miranda, descobriu maneiras esquisitas de movimentar as articulações dos dedos das mãos e a barriga, o que lhe rendeu fama entre os amigos... Devido à dose excessiva – porém saudável, acho – de agitação cinética, sua mãe buscou nas aulas de balé um recurso para conseguir dormir à noite e ver sua filha dormir também como um anjo. Conseguiu! Sua primeira frustração na dança foi em seu primeiro espetáculo: queria ser coelhinho e acabou sendo rato. Seu primeiro papel divertido foi de aranha, em que tinha teia, antenas e bumbum ressaltado por frufrus de tafetá! Passou por técnicas de dança cênica como o sapateado, jazz, moderno e dança contemporânea. A menina moleca começou a namorar aos 18 anos e se permitiu demonstrar e descobrir sua feminilidade – não lidava bem com os incômodos vermelhos mensais e nem com as transformações corporais da adolescência. Durante estas descobertas femininas, foi integrante da Ginga Cia de Dança por 4 anos e integra, agora, o Coletivo Corpomancia. Descobriu que adora maracatu e samba e não quer mais parar de descobrir e dançar danças populares. Atualmente experiencia metais e borrachas inconvenientes em seus dentes e no céu da boca..tratamento ortodôntico que também poderia ser denominado “tortura”.

:: Pedaço de papel importante para a sociedade::

- É graduada em Comunicação Social, com habilitação em Jornalismo, pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (2007)
– Meu projeto experimental foi um vídeo documentário sobre educação não-sexista. Foi uma tentativa de colocar em diálogo pressupostos biológicos e culturais tendo como ponte o corpo e uma tentativa também de levar materiais didáticos interessantes (não enfadonhos) para as escolas.

- É pós-graduanda em Dança (UCDB).
:: O ganha-pão ::
Projetos em Jornalismo e Dança – profissional liberal. Já tentou dar aulas de dança contemporânea e jogos corporais e agora dá um tempo para se aprofundar nos estudos em dança e comunicação social. Também já foi integrante da equipe de comunicação de uma organização não-governamental socioambiental, e optou por descobrir, fora de lá, relações entre corpo, cultura e meio-ambiente.


:: O que te move ::
Pesquisar, conhecer, admirar, dançar, aprender, amar, descobrir, conviver, amadurecer. Acho que o infinitivo desses verbos expressa o que me move agora e acho que vai me mover por um bom tempo – apesar de achar que a linha da vida da minha mão é meio curta...será?

:: No Conectivo ::

Meio perdida, sofrendo um pouco o luto das pequenas mortes da faculdade e do sobrenome “Ginga”, começou reclamando de muita coisa e decidiu parar de reclamar e fazer acontecer!! Ainda engatinha na capacidade de se comunicar e produzir/criar COLETIVAMENTE, pois que sua personalidade lhe faz uma pessoa com qualidades de movimento de tempo rápido, espaço direto e peso forte e gosta de criar entremeios fluxos súbitos de inspiração. Ainda está construindo seu papel no coletivo.

16 de mar. de 2009

:: Perfil :: Júlia Aissa




:: Carbono-14 ::

Nascida em Dourados, depois de 24h de trabalho de parto, no dia 27 de maio de 1981, às 13h de uma segunda-feira bem preguiçosa. Não nascia porque queria vir ao mundo de cara, a cara ficou entalada, não teve jeito, tiveram que cortar a mãe.

:: Memória Corporal ::

Depois de 10 anos na Academia Anna Pavlowa em Dourados, depois de ser a irmã número 7 da “Pequena Sereia”, de dançar um solo de “Dom Quixote” com o figurino de “Paquita” e de se apresentar com a música tema de “Titanic” na abertura do Miss MS. Incentivada pela família e pelo professor de moderno Chico Neller, resolveu descobrir outros mundos em Campinas. Diversas vivências, vários professores, novas visões, dificuldades corporais, encontros magníficos, experiências necessárias e bem vindas, confusões mentais e corporais...hoje se situa dançando, ensinando e experimentando na terra morena, há 5 anos atrás, por convite de seu antigo e sempre professor Chico.

:: Pedaço de papel importante para a sociedade ::
-Graduada em Dança, pela Universidade Estadual de Campinas/UNICAMP, em 2004.
-Especialista em processo, no curso de Arteterapia pela Anhanguera/Uniderp.

:: O ganha-pão ::

Como bailarina atua na Ginga Cia de Dança e, como professora em projetos sociais mantidos pela Cia. e pela prefeitura municipal de Campo Grande/MS.


:: O que te move ::
Dançar e correr atrás do ganha pão...a família, as sensações, desejos e sonhos.

:: No Coletivo :: Já dançou, palpitou, iluminou, deu oficina, quebrou galho, e também já não fez nada...

13 de mar. de 2009

:: Perfil :: Franciella Cavalheri























:: Carbono-14 :: de Curitiba, em 03 de Agosto de 1978, super leonina.

:: Memória Corporal ::
Quando começava o carnaval sua vovó dizia: “Não deixe essa menina na frente da TV. Ela vai ficar dançando coisa do capeta”". A relação com a TV não ficava por aí... Filha de pai que já experimentou colocar uma mini-televisão no banheiro, ela acompanhou atentamente a evolução dos videoclipes e pirou quando sintonizou a MTV na sala de casa. Assim, com uma filmadora que gravava direto na fita VHS, produziu videoclipes caseiros (com direto a ventiladores, maquiagem e figurino) com cortes feitos "a mão", tipo... "Rec" e "pause", "rec", "pause" e "stop". Acredita que essa foi a primeira referência mental do que a dança podia representar na sua vida. Começando pelas passistas do carnaval até o encontro com Mr. Michael Jackson, o seu ídolo mor (no que diz respeito a sua música, mas mais ainda a sua dança e as suas superproduções). Quando cresceu mais um pouco, percorreu um caminho em que assistiu e identificou diferentes corpos. Quanto terapeuta ocupacional, começou com os bebês prematuros que mostravam a língua e espalmavam as mãos e quando se mexiam harmoniosamente no seu padrão flexor quando maiores e mais confiantes. Na experiência em psiquiatria, em regime de internação, se perguntou "o que é/quem é realmente louco? Os confinados ou os "soltos?". Junto com estas questões, mesmo tentando fugir, a dança a rodeava parecendo ser a única escapatória. Uma vez, um cara mais racional que conheceu, um amigo psiquiatra, a pediu pra ir dançar com uma tal argentina que ela havia anteriormente pesquisado (María Fux) e aí ela viu que não tinha mais jeito. Teve, então, que sair da formalidade, abandonando o jaleco branco e os rigores de uma clínica psiquiátrica privada (o seu emprego). Agora ela dança com os seus pacientes e entende que a sua formação é constituída de fortes referências emocionais, o escândalo comportamental e social, assim como a vida e insistência em fazê-la significante. A terapia ocupacional, a fotografia, o vídeo, a dançaterapia, a reeducação do movimento agora são meros instrumentos que compõem a sua existência ou o jeito mais legal que acha de existir/dançar.

:: Pedaço de papel importante para a sociedade ::
- Graduada em Terapia Ocupacional em 2001 pela UCDB.

- Terapeuta Crânio-Sacral, formada em 2004, no antigo Núcleo de Desenvolvimento Psicomotor, hoje o Ofurô Clínica & Spa Urbano.

- Dançaterapia: concluído 15 dos 15 módulos vivenciais. Falta a monografia... Aff!

- Danças Circulares: formada em 2008 no Ofurô Clínica & Spa Urbano pelo focalizador Willian Valle.
- Pós-graduada em dança pela UCDB.

- Formanda no Método Ivaldo Bertazzo de reeducação do movimento 


:: O ganha-pão ::
Como bem disse acima ela gosta de trabalhar com o corpo, acredita nisso. Na relação com o corpo, lança mão de algumas maneiras de abordá-lo: Para profissionais de escritório, ginástica laboral e consciência corporal/do movimento. Para os seus alunos, pilates, reeducação do movimento e dança. Para artistas, corpo. E para quem quiser, ainda tem a fotografia e vídeo através da Cravo Filmes (produtora que junto Adriel Santos abriu em Novembro de 2014).Entre as produções, as maiores paixões são: "Me=morar", espetáculo que atuou como intérprete-criadora e video-dança (2009-2010), "Maria, Madalena", video-dança, seu filho mais novo (2014), "Inocência", espetáculo de Paula Bueno (2012 até hoje) e "Escalenas", espetáculo em que compõe o elenco (em andamento).


:: O que te move ::
Ela anda apaixonada por vídeo-dança, ama fotografia e gosta de observar, cuidar das pessoas e estimulá-las a se movimentar. 


:: No Conectivo ::

“A Paula tem razão quando diz que essa parte é trabalhosa”. Ela sempre buscou se adequar em situações em coletividade... Já até fez terapia em grupo por isso. Apesar disso, encara um coletivo como a forma mais saudável de se ver e ver o outro.
Pensa que a sua contribuição está na formação “ao contrário” que teve: “Vim da sensação, através da dançaterapia. Tenho a honra de trabalhar com quem eu sou fã e acredito que venho acrescentar com a visão ainda experimental, mas diferenciada pela formação terapêutica e corporal”.

11 de mar. de 2009

:: Perfil :: Ana Maria Rosa






:: Carbono-14::
Campo-grandense, do dia 13 de dezembro de 1982. Não, não era uma sexta-feira. Foi numa tarde de segunda-feira, às 15 horas e 15 minutos.

:: Memória Corporal::

Na escola, quando estava no pré, participou de suas primeiras aulas de dança. A professora fazia as alunas andarem de um lado ao outro da sala com uns livros em cima da cabeça para testar o equilíbrio e a postura... Ela achava o máximo o desafio! Mas, alguns probleminhas com os colegas de sala do sexo oposto (que arranjaram um jeito de espionar o banheiro feminino sempre que iam trocar de roupa para as aulas de balé), a indignou de tal forma, que acabou desistindo das aulas de dança. Acho que foi aí que resolveu mudar de ares. Descobriu a natação. Adorava nadar e superar os desafios do seu corpo, passar horas consigo mesma na piscina, sem perder o espírito de equipe, que o treinador fazia questão de lembrar. E foi como nadadora que tirou suas primeiras fotos de estúdio como bailarina! Tinha ido apenas acompanhar a irmã, Luiza, que já fazia balé, e acabou participando também da sessão de fotos. Depois disso tentou novamente a dança, mas só ficou por 6 meses. A natação ainda era a sua paixão. Mas, neste mesmo ano, no espetáculo de encerramento da escola de dança, no qual sua irmã participou, ela sentiu. Sentiu aquela coisa inexplicável por dentro, era mágico, era especial! No ano seguinte começou a dançar... e não parou mais. Ao longo dos anos passou pelo balé clássico, sapateado, dança moderna, contemporânea... momentos e pessoas especiais, experiências únicas.

:: Pedaço de papel importante para a sociedade::

- Graduação em Engenharia Ambiental pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul; Campo Grande - MS, 2005

- Especialista em Educação Ambiental e Recursos Hídricos pela Universidade de São Paulo; São Carlos, 2008

:: O ganha-pão ::

Por enquanto... arriscando a vida de autônoma, elaborando projetos para licenciamento ambiental. Buscando novos rumos, na área de educação ambiental.


:: O que te move ::

Dança! Música (Paulinho Moska e Jorge Drexler estão em alta por enquanto!). Estudar, pesquisar, observar... o ambiente, as pessoas, os detalhes. Cozinhar, de vez em quando. Filmes. Viagens. Crianças. Uma boa conversa. Amigos. Família.

:: No Conectivo ::

Não sei por que, mas tudo que envolve números acaba sobrando pra ela! Mulher dos orçamentos, prestações de conta, planejamentos...