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13 de jun. de 2017

em RESIDÊNCIA, Cuiabá

Chegamos em Cuiabá dia 02 de junho (sexta) e fomos surpreendidos por um clima fresco que pairava sobre a cidade. Saímos, no período da tarde, prontos para conhecermos os possíveis espaços para as intervenções, e de cara, notamos um maior fluxo de pessoas pelas ruas comparado a Rondonópolis, assim também eram os seus centros urbanos, e isso é sempre um poço de ansiedade e surpresa, novas expectativas, novos encontros...

Realizamos três intervenções na cidade, uma no primeiro dia próximo à Praça da República e as outras duas no dia seguinte (03), de manhã nas redondezas da Praça Ipiranga e a noite na Orla do Porto.

Foto: Matheus de Luca

Fomos marcados pelas texturas e contrastes de uma cidade em desenvolvimento, a cidade verde, que bebe de todas as fontes e cores, do piche do asfalto aos históricos prédios perdidos em algum tempo-espaço, camuflados entre os longos calçadões de comércio e a diversidade de habitantes em movimento. Fomos a conhecendo, a cada dança, banco, chão, ponto de ônibus, meio-fio, buzina, esperas, passagens, faixa de pedestre, árvores, cheiros, sons e ruídos intermináveis... Uma cidade em trânsito, efervescente, mas em alerta, movida pelo seu próprio trânsito, onde transeuntes permaneciam, olhavam, falavam e acenavam. Curiosos em cada caminhada e receptivos a cada troca... Era um mundo a cada esquina, uma vitrine em muitos corpos, um porto de cidade!

Foto: Roberta Siqueira

4 de jun. de 2017

em RESIDÊNCIA, Rondonópolis

Foto: Ana Cristina Rodrigues
Depois de alguns meses de trabalho e organização para mais uma experiência corpomante, chegamos na nossa primeira parada, Rondonópolis-MT. Como programado realizamos duas intervenções pela cidade, uma em todo o arredor da Praça Brasil e a outra com início na Avenida Amazonas e desfecho na Praça dos Carreiros. Um turbilhão de sensações em cada percurso!!!


O imprevisto e a improvisação vem se tornando aliados sem cerimônia neste trabalho, jogamos com diversos estímulos e tentamos capturar o que a cidade nos oferece em sua arquitetura física e social. Solto aqui uma sensação de nossa produtora, Roberta Siqueira, durante a residência que alimenta a relação ARTE É pelo viés da corporeidade de Wagner Wey Moreira:

Pelas ruas a pergunta "o que é isso?", em nós a experiência de que é isso, é movimento, é dança na rua, é vida entre vidas, entre as histórias da cidade.
Fotos: Roberta Siqueira e Ana Cristina Rodrigues
Quando fomos para o Casario, onde realizamos a ocupação artística + videodança, conhecemos a beleza deste espaço/lugar que já serviu para abrigar as comitivas de Marechal Rondon. Hoje, várias iniciativas resistem para que ele permaneça vivo e foi a partir desta realidade que criamos uma ocupação em acordo com o que já estava estabelecido ali. Não se tratava de um espaço de abandono, mas sim de um espaço que já é lugar. Criamos um roteiro itinerante que perpassava entre os ambientes internos e externos, preenchia o reduzido e o ampliado, sob a sensação de ocupar e desocupar... Fluir e permanecer, projetando vidas, limites e passagens para o próximo encontro. Sendo vazio e ao mesmo tempo cheio. Sendo casario, casa e rio.

Foto: Gabriela Palomo

28 de mai. de 2017

Sem Cerimônia: em RESIDÊNCIA


De 30 de maio a 08 de junho, o Conectivo Corpomancia, de Mato Grosso do Sul, embarca para Mato Grosso e Goiás, com o projeto ‘Sem cerimônia: em Residência’, contemplado pelo Prêmio Funarte de Dança Klauss Vianna 2015. Serão realizadas intervenções nas cidades de Rondonópolis, Cuiabá, Aparecida de Goiânia e Goiânia com o trabalho “Sem cerimônia: ser cidade”. Além das intervenções será realizada uma ocupação com exibição da videodança “me=morar: o corpo em casa” em duas destas cidades: Rondonópolis-MT e Goiânia-GO.


‘Sem cerimônia: ser-cidade’, traça uma relação entre o corpo e a cidade (suas calçadas, vitrines, postes, faixas de pedestre, monumentos, pontos de ônibus, meio fios e pessoas), com o propósito de pesquisar a fronteira entre movimentos cotidianos e dança. As intervenções urbanas acontecem pelas ruas da cidade, sem aviso prévio, o objetivo é provocar um ruído no cotidiano urbano e chamar atenção para as questões do corpo na rua. Ariane Nogueira, Franciella Cavalheri, Henrique Lucas, Marcos Mattos e Ralfer Campagna são os intérpretes-criadores que dão vida as ações.

A intervenção busca assinalar a poética das cidades, dos seus espaços de conviver, de transitar, de se relacionar e assim provocar sensações no cotidiano das pessoas que eventualmente possam ter um contato, ainda que breve e inesperado, com a arte e com a dança, em seu dia a dia.

Para a ocupação, em Goiânia, foi escolhida a Antiga Estação Ferroviária e, em Rondonópolis, foi escolhido o Casario, complexo arquitetônico e sócio-cultural composto por 24 casas feitas de adobe e alvenaria (estilo anos 40), que abrigaram as comitivas do patrono da Comunicação, Marechal Rondon, durante as expedições para a instalação das linhas telegráficas na região. Nestes locais será criada e apresentada uma ação cerimoniosa, promovendo a discussão sobre a dança nos contextos urbanos. Durante esta atividade será exibida a videodança “me=morar: o corpo em casa”, que foi produzida a partir do espetáculo “me=morar”, criado e apresentado em uma casa na Vila dos Ferroviários em Campo Grande-MS, viabilizado pelo Prêmio Funarte de Dança Klauss Vianna 2008. A videodança explora a questão da memória trazendo à tona sensações despertadas pela casa antiga, daí a escolha da Estação e do Casario para a exibição do material, um lugar histórico da cidade e que tem similaridade com o local onde o vídeo foi gravado.


O projeto ‘Sem Cerimônia’ foi executado pela primeira vez em 2012 por meio do Prêmio Funarte Artes na Rua 2011, que proporcionou ao grupo novas possibilidades de experimentar a dança e a sua inserção no dia a dia das pessoas. Com intervenções na rua e na antiga rodoviária da capital sulmato-grossense, o Conectivo pôde experimentar e propor ruídos no cotidiano das pessoas a fim de aproximá-las dos movimentos de dança e da fronteira tênue entre esses ‘movimentos’ e o movimento comum delas. O sucesso da proposta estimulou o grupo de artistas a buscar novas oportunidades de apresentá-la ao público, assim nasceu a ideia de levar este trabalho para quatro cidades da região centro-oeste: Rondonópolis-MT, Cuiabá-MT, Goiânia-GO e Aparecida de Goiânia-GO.

Ficha técnica
Concepção do projeto: Yan Chaparro

Intérpretes-criadores das intervenções: Ariane Nogueira, Franciella Cavalheri, Henrique Lucas, Marcos Mattos e Ralfer Campagna
Trilha sonora: Jonas Feliz
Realização: Prêmio Funarte de Dança Klauss Vianna 2015
Apoio: SESC MT

Produção: Arado Cultural (Roberta Siqueira)

4 de mai. de 2012

videodança me=morar selecionada para o festival Agite y Sirva, no México.


A videodança me=morar - o corpo em casa está rodando o México, no festival itinerante Agita y Sirva! O me=morar foi um dos 5 selecionados para a categoria "mediometraje, largometraje y documental".


A programação:


Ciudad de México 26-30 de marzo / Danza UNAM / Centro Cultural Universitario
Puebla / Mayo 2012 / Festival de Danza Contemporánea y Celebración del 5 de mayo
San Miguel de Allende / Octubre 2012 / Encuentro de Performance La Cámara
Guadalajara / Noviembre 2012 / Muestra Internacional Bailar A Pantalla


Assista aqui a videodança.

me=morar (videodança) no Festival América do Sul

A videodança do me=morar foi exibida na programação de audiovisual do Festival América do Sul 2012, no Centro de Convenções do Pantanal de Corumbá Miguel Gómez Anfiteatro, sábado 28 de abril. Estivemos lá  (Helton Pérez, Maíra Espíndola, Franciella Cavalheri, Ana Maria Rosa e Paula Bueno) pra conversar com a plateia depois da exibição. O papo foi bom, falamos sobre diversos aspectos da construção da videodança e do espetáculo: filmagem, contexto histórico, trilha... Sempre bom assistir de novo e perceber novos olhares para essa construção ;)

17 de nov. de 2011

me=morar em Pernambuco

Então, fui por estes dias para Recife no encontro nacional da ABRAPSO (associação brasileira de psicologia social) apresentar alguns trabalhos e entre eles apresentei o videodança do me=morar: um corpo em casa, a experiência foi brilhante, como os olhos daqueles e daquelas que assistiram, as perguntas foram muitas e as duvidas maiores ainda, por isso fiquei feliz com o resultado em vídeo e pelas vozes que contaminaram a sala. Estou enviando o link do you tube do me=morar: o corpo em casa, para aqueles e aquelas que ainda não puderam assistir, e que agora venha o Sem Cerimônia (hehehhehhhe)


29 de jun. de 2011

:: me=morar :: videodança



Esta é uma videodança do me=morar completa, produto que rendeu muita labuta do pessoal da Vaca Azul (Helton Pérez e Maíra Espíndola, principalmente). Eles também fazem parte do nosso coletivo.

O Helton já fez outras parcerias com a gente em videodança e a Maíra foi quem criou o cenário do me=morar.

Esta é a versão editada, em que o sol entrou na casa do 169 pra gente poder dançar.

:: me=morar :: videoinstalação :: cenas separadas

Pra quem quer assistir as cenas individualmente, aqui estão, todas separadas. Elas fazem parte da proposta de videoinstalação, em que podemos transformar um local, através de projetores, fazendo o público percorrer um caminho proposto pela criação do me-=morar.

Pra saber mais sobre esta construção, veja no menu do me=morar, na coluna direita do blog.















18 de mai. de 2011

:: lançamento da videodança, em videoinstalação "me=morar: o corpo em casa"



Fazer de um limão, uma limonada!

Se soubéssemos das proporções que a gravação do me=morar iria ter, não nos surpreenderíamos tanto com o resultado das projeções ao longo das salas do reformulado MIS, nesta segunda-feira, dia 16. Era só pra ser uma videodança, mas os cômodos da casa 169 da vila ferroviária ganharam curtas-metragens que compuseram uma vídeo-instalação contando com 8 projetores e 5 tvs. Uma idéia que nos surpreendeu por nos fazer passear pelos cômodos projetados e sentir um pouco das impressões do espetáculo. Lindo... Emocionante!

Acredito que o resultado ficou bom para quem assistiu o me=morar ao vivo na casa e, para quem não foi,é um prato cheio para conhecer e se ter idéia de como foi estar na casa 169. Além da instalação, está sendo exibida a videodança na íntegra junto com a programação da MS Mostra regional de videodança.

Com isso, aguardamos os visitantes para degustar a nossa limonada, junto com os vídeos produzidos aqui. Na quinta, dia 19, vai acontecer das 13;30h até as 17;30h e sexta começa no mesmo horário mas termina mais tarde, às 22h.

29 de jul. de 2010

Relatório me=morar



Prestar contas de investimento público é coisa séria. Em junho, enviamos para a Funarte o relatório da criação do espetáculo "me=morar, o corpo em casa" e dividimos aqui para quem quiser ler e se aprofundar mais nessa nossa criação coletiva.

Uma observação legal de fazer sobre o Prêmio Klauss Vianna é a forma da sua prestação de contas. Quando fazemos um projeto para concorrer em editais, temos que prever o gasto que teremos na sua realização. Se contemplados, durante a criação, naturalmente existem ajustes a serem feitos naquele orçamento previsto e isso complica bastante se temos que prestar contas dos gastos de cada item imaginado no projeto. O que o prêmio Klauss Vianna propõe, principalmente pela sua natureza (é um prêmio, não um fundo de investimento) é primeiro, na aprovação do projeto, verificar se o orçamento previsto é compatível ao tamanho do projeto proposto; segundo, na hora de enviar o relatório, é necessário provar que se realizou o que estava previsto no projeto e não o quanto foi gasto em itens como cola quente ou tecido.

Isso facilita o trabalho em várias etapas: na realização do projeto e na prestação de contas. Nos deixa mais livres para potencializar o recurso de acordo com as situações que nos vem durante a criação e coloca o foco, na hora do relatório, no retorno do espetáculo e na importância final do projeto. É isso, aí está a nossa prestação.

26 de jun. de 2010

:: videodança me=morar

o programa deste fim de semana do coletivo foi a gravação do videodança me=morar, filmado, dirigido e idealizado pela Vaca Azul Corporation Association (Helton, Caio, Klunk e Maíra).
sintam o gostinho das filmagens pelas fotos do processo (tiradas por mim).

















26 de dez. de 2009

:: comem.oração

Deixo aqui uma foto da equipe me=morar para desejar a tod@s boas festas, bons respiros, puxem bastante ar pra darmos vários mergulhos no ano que vem.
Muita muita "merda" nesse palco/vida, gente..

25 de dez. de 2009

Reme=morar

Pessoal, aí vai uma homenagem à nossa eficiente produção em um domingo daqueles... Esse foi o melhor pelo fato da casa ter ficado cheia, todos cuidando dos quase últimos detalhes de produção.

Espero que se divirtam com esse vídeo. Eu aqui entre uma cantoria e outra com as minhas tias eu fui revendo e já editando na aposta de que seria legal compartilhar esses registros.

No fim, o "Seu" Carlos não poderia faltar, né? A aparição não foi no mesmo domingo da super reunião mas poderia ter acontecido, assim como a maioria dos dias na casa.

Feliz festas a todas (rsrsrsrs) e como disse a Paulinha "foi foda".

19 de dez. de 2009

:: Pouca luz, sem câmeras e muita ação, por Lucas Junot

E nos comentários de um dos posts deste blog, o texto do estudante de jornalismo Lucas Junot, postado na madrugada de quinta-feira. A gente trouxe pra cá, pra compartilhar melhor o texto dele. Aqui vai um trecho e se quiser ler mais, dê um clique em cima:

Cinco belas mulheres e um rapaz mexendo-se incessantemente e, permito-me dizer, sensualmente, revelam movimentos que jamais pensei serem possíveis para o corpo humano. Os corpos em agitação, as respirações ofegantes e a proximidade em que se encontravam causavam um efeito quase que alucinógeno na pequena platéia. Uns se assustavam, outros nem piscavam e outros se mexiam o tempo todo a fim de não perder algo.


Valeu, Lucas!

:: Me=morar, Eu=morar, Recordar, Instigar, Viver! por Júlio Lobo

Uma turma de alunos do Edson Silva, o "dono da casa" foi assistir o espetáculo e como trabalho deveriam escrever um texto descritivo sobre o me=morar. Já na madrugada de quinta, logo após a apresentação, recebemos por e-mail o texto lindo do Júlio Lobo. Segue um trecho e se quiser ler mais, dê um clique nele:

O espetáculo se passa em uma viela, a Rua Dr. Ferreira, a casa alugada para ser sítio deste plano alternativo recente e brevemente inserido neste túnel do tempo (a viela) se encontra a meio caminho entre o início e o fim da Dr. Ferreira, o que de fato já é parte do espetáculo em si. No momento em que se dobra a esquina a direita para entrar na dita viela, ela de fato se torna um túnel do tempo; não se sabe disso enquanto não se presencia o espetáculo, porém após o final do mesmo é perceptível que o restante do caminho (não importa se percorrido de carro, moto ou mesmo a pé) é o fim de uma experiência transcendental, nota-se que por algum tempo somos arrastados por um buraco temporal (a casa) e presenciamos sensações, odores, instintos...é uma experiência vivida não pela sua pessoa, é algo lhe envolve de maneira sensorial, penetra nos poros...e não mais nos deixa.

O Júlio é também fotógrafo e dos bons, olha só: www.flickr.com/photos/juliolobo

:: me=morar, por Ederson Almeida

Primeiro ele falou que não sentiu nada, depois ficou matutando sobre o espetáculo quando chegou em casa e deu neste texto que a gente recebeu com carinho. Aí vai um trecho e se quiser ler tudo, dê um clique nele, vale a pena:

A palavra “novo”, que para muitos pode ser relacionada e interpretada como inexperiência e, é tratada quase sempre com desconfiança. Porém definitivamente nenhum dos adjetivos acima se fazem presentes nas paredes gastas e aparentemente frágeis da casa habitada na Rua Dr. Ferreira, 169.

O Ederson Almeida - Eder pra gente - vem acompanhando a dança de Campo Grande há muito tempo, e está se formando este ano em jornalismo pela UCDB. Tem este blog, o FocoDesfoco, que você pode acessar clicando aqui.

15 de dez. de 2009

:: me=morar ou memórias de uma ferrovia, por Esacheu Nascimento

No Blog do Esacheu, a percepção dele sobre o me=morar, clique aqui para ler inteiro. Aí vai um trecho que achei legal pela associação que ele fez para entender como a dança se manifesta:

"Taí um espetáculo para ser visto por Manoel de Barros, pela assimetria dos fatos enunciados na dança, que diz tudo, com seu conceito de despalavras."

14 de dez. de 2009

:: poema da Maíra para me=morar


A memória não define posto que é chama. O farol não ilumina sendo que é cego. Mas se o que é meu ta guardado, pretende rima, Desloca meu corpo encantado pra uma rotina. Estupidamente careca o pneu da vida, me põe de novo um martelo na mão da memória. Saio ilesa ou sofrida? Raiz ou Bandida? Me planto ou me benzo? O chão ou o relento? Me perdes de vista se continuar andando? E o que importa o que é o olho se a retina da memória é mais forte... anarquista? O trilho continua vindo. O vir é sua ação primeira. Assim caminho significa pra frente. E destino só remete à passagem.

Maíra Espíndola

11 de dez. de 2009

:: Tenho corpo, logo existo, por Luca Maribondo


Texto lindo do Luca Maribondo no seu blog, CASA do Maribondo, que partiu do espetáculo me=morar pra falar dessa nossa casa estranha feita de carne. Fiquei muito tocada com o texto e foi difícil separar algum trecho pra colocar aqui, já que todos me parecem decisivos... segue dois deles e vai a dica pra ler inteiro, clicando aqui. Vale muito a pena.

"No "Me=Morar", as noções de corpo e movimento estão estreitamente relacionadas e devem ser contextualizadas antropológica e historicamente. Fica claro que o indivíduo conhece o mundo através de sua entidade corporal. Graças ao movimento o homem aprende a estar no espaço. Há emoções fortes: a emoção, atividade eminentemente social, afirmando que a emoção nutre-se do efeito que causa no outro, isto é, as reações que as emoções suscitam no ambiente funcionam como uma espécie de combustível para sua manifestação.

(...)

Esse experimentar tem relação direta com os movimentos da dança e com a imagem corporal. O movimento é apenas e unicamente compreendido desde o externo. É a expressão da possibilidade de transformar o que o corpo apresenta em si mesmo. O corpo incorpora em si a possibilidade contínua de crescer e perscrutar-se. Cada expressão, cada gesto, traz em si a possibilidade de transformação. O movimento é sempre decorrência das histórias individual e coletiva. Num momento, lembra a casa/lar; noutro, lembra a estação ferroviária; mais adiante, remete aos trilhos e suas relações com a história da cidade. (...)"


Valeu, Luca, pela sua sensibilidade e pela disponibilidade.

:: me=morar no jornal O Estado

Uma baita matéria sobre o me=morar, foi o que vimos ao abrir o jornal O Estado de quinta-feira, 10/dez. O jornalista Thiago Andrade foi muito atencioso com este projeto: nos visitou na terça pela manhã e acompanhou a pré-estreia com os vizinhos de noite, e ficou durante as duas sessões! O resultado foi um texto bem elaborado sobre o espetáculo, que contou com o depoimento do nosso amigo e vizinho, o 'seu' Carlos (com direito a foto e tudo), entre outros. Valeu!!

Também esteve por lá o fotógrafo do jornal, Maurício Borges e fazemos aqui uma correção do crédito da foto que aparece na parte inferior da matéria, atribuída a Moisés Palácios, que é de Paula Bueno (divulgação).