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19 de dez. de 2009

:: Pouca luz, sem câmeras e muita ação, por Lucas Junot

E nos comentários de um dos posts deste blog, o texto do estudante de jornalismo Lucas Junot, postado na madrugada de quinta-feira. A gente trouxe pra cá, pra compartilhar melhor o texto dele. Aqui vai um trecho e se quiser ler mais, dê um clique em cima:

Cinco belas mulheres e um rapaz mexendo-se incessantemente e, permito-me dizer, sensualmente, revelam movimentos que jamais pensei serem possíveis para o corpo humano. Os corpos em agitação, as respirações ofegantes e a proximidade em que se encontravam causavam um efeito quase que alucinógeno na pequena platéia. Uns se assustavam, outros nem piscavam e outros se mexiam o tempo todo a fim de não perder algo.


Valeu, Lucas!

:: Me=morar, Eu=morar, Recordar, Instigar, Viver! por Júlio Lobo

Uma turma de alunos do Edson Silva, o "dono da casa" foi assistir o espetáculo e como trabalho deveriam escrever um texto descritivo sobre o me=morar. Já na madrugada de quinta, logo após a apresentação, recebemos por e-mail o texto lindo do Júlio Lobo. Segue um trecho e se quiser ler mais, dê um clique nele:

O espetáculo se passa em uma viela, a Rua Dr. Ferreira, a casa alugada para ser sítio deste plano alternativo recente e brevemente inserido neste túnel do tempo (a viela) se encontra a meio caminho entre o início e o fim da Dr. Ferreira, o que de fato já é parte do espetáculo em si. No momento em que se dobra a esquina a direita para entrar na dita viela, ela de fato se torna um túnel do tempo; não se sabe disso enquanto não se presencia o espetáculo, porém após o final do mesmo é perceptível que o restante do caminho (não importa se percorrido de carro, moto ou mesmo a pé) é o fim de uma experiência transcendental, nota-se que por algum tempo somos arrastados por um buraco temporal (a casa) e presenciamos sensações, odores, instintos...é uma experiência vivida não pela sua pessoa, é algo lhe envolve de maneira sensorial, penetra nos poros...e não mais nos deixa.

O Júlio é também fotógrafo e dos bons, olha só: www.flickr.com/photos/juliolobo

:: me=morar, por Ederson Almeida

Primeiro ele falou que não sentiu nada, depois ficou matutando sobre o espetáculo quando chegou em casa e deu neste texto que a gente recebeu com carinho. Aí vai um trecho e se quiser ler tudo, dê um clique nele, vale a pena:

A palavra “novo”, que para muitos pode ser relacionada e interpretada como inexperiência e, é tratada quase sempre com desconfiança. Porém definitivamente nenhum dos adjetivos acima se fazem presentes nas paredes gastas e aparentemente frágeis da casa habitada na Rua Dr. Ferreira, 169.

O Ederson Almeida - Eder pra gente - vem acompanhando a dança de Campo Grande há muito tempo, e está se formando este ano em jornalismo pela UCDB. Tem este blog, o FocoDesfoco, que você pode acessar clicando aqui.

15 de dez. de 2009

:: me=morar ou memórias de uma ferrovia, por Esacheu Nascimento

No Blog do Esacheu, a percepção dele sobre o me=morar, clique aqui para ler inteiro. Aí vai um trecho que achei legal pela associação que ele fez para entender como a dança se manifesta:

"Taí um espetáculo para ser visto por Manoel de Barros, pela assimetria dos fatos enunciados na dança, que diz tudo, com seu conceito de despalavras."

11 de dez. de 2009

:: Tenho corpo, logo existo, por Luca Maribondo


Texto lindo do Luca Maribondo no seu blog, CASA do Maribondo, que partiu do espetáculo me=morar pra falar dessa nossa casa estranha feita de carne. Fiquei muito tocada com o texto e foi difícil separar algum trecho pra colocar aqui, já que todos me parecem decisivos... segue dois deles e vai a dica pra ler inteiro, clicando aqui. Vale muito a pena.

"No "Me=Morar", as noções de corpo e movimento estão estreitamente relacionadas e devem ser contextualizadas antropológica e historicamente. Fica claro que o indivíduo conhece o mundo através de sua entidade corporal. Graças ao movimento o homem aprende a estar no espaço. Há emoções fortes: a emoção, atividade eminentemente social, afirmando que a emoção nutre-se do efeito que causa no outro, isto é, as reações que as emoções suscitam no ambiente funcionam como uma espécie de combustível para sua manifestação.

(...)

Esse experimentar tem relação direta com os movimentos da dança e com a imagem corporal. O movimento é apenas e unicamente compreendido desde o externo. É a expressão da possibilidade de transformar o que o corpo apresenta em si mesmo. O corpo incorpora em si a possibilidade contínua de crescer e perscrutar-se. Cada expressão, cada gesto, traz em si a possibilidade de transformação. O movimento é sempre decorrência das histórias individual e coletiva. Num momento, lembra a casa/lar; noutro, lembra a estação ferroviária; mais adiante, remete aos trilhos e suas relações com a história da cidade. (...)"


Valeu, Luca, pela sua sensibilidade e pela disponibilidade.