20/03/2012

Trabalho de hoje



Experimentamos no ensaio de hoje as nossas pesquisas de movimento tendo como ponto de partida os comandos de voz para as ações como cair, torcer, tomar café, ir para o quarto..., sob a luz dos ensinamentos da coreologia (estudo dos elementos constitutivos da dança, entre eles, o movimento) de Laban, apresentada pela Mareu no fim de semana. Já havíamos criado os movimentos para cada comando de voz e hoje tomamos consciência do que estávamos fazendo (dinâmicas e ações) e essa consciência do movimento foi bacana experimentar. Daí pudemos validar ou infirmar a pesquisa. Já valeu!!!

07/03/2012

Curiosidades - Pontos de Ônibus pelo Mundo

Ponto de ônibus é lugar de espera, de descanso para alguns e proteção da chuva e do sol, também é lugar de passagem, trânsito e peculiaridades, escolhi hoje, dois blogs bem bacanas que destacam alguns dos principais e mais curiosos pontos de ônibus do mundo. Vale a pena conferir:


Sem Cerimônia

Durante nosso processo de pesquisa e criação para o novo trabalho, procuramos fazer algumas analogias entre os objetos escolhidos para a criação e palavras que de alguma forma dialogassem com esses objetos. Segue a lista:

  • Ponto de ônibus: chegada, saída, espera, paquera, observação, trânsito, fluxo, levantar, sentar, trocar de pé, transferência de peso, escora, assuntos.
  • Faixa de pedestre: Fluxo, passagem, travessia, linha reta, labirinto, contrário das linhas, perpendicular, forma, restrição, regra, tempo, ordem, homem x máquina, hierarquia, direções opostas, visão, organização de fluxo.
  • Vitrine: aparecida, extrição, exposição, imobilidade, imagem, pose, desejo, visão, composição, observação, reflexo, projeção, consumo, distração, mercado, poder, opressão, vertical, introdução.
  • Carro parado: Obstáculo, ausência pessoa, proteção, máquina, nada, metal,imobilidade, estética, fetiche, poder, espera, liso, brilho, cor, guardar, estático, encostar, reflexo, som alto, arrumar.
  • Poste: conexão, imolibidade, direto, duro, obstáculo, escora, xixi, cartaz, cilindro, alto, choque, poluição, visual, luz, suporte, transmissão.
  • Banco: espera, descanso, observação, apoio, sentar levantar, dormir, suporte, conversa, namoro, ler, deposito, tempo livre, nicotina, comer e beber.
  • Monumento: Observação, história, peso, invisível, memória, legenda, morto, poder, importância, pompa, pomba, obstáculo, sentido, esquecimento, puleiro, transgressão, referencia, ícone.
  • Calçada: Passagem, andantes, transito, fluxo, passagem, moradia, entrada, entre, dança contemporânea, encontro, sujeira, formas, desorganização, democracia, diversidade, direções, ir e vir, choque, namoro, conforto, arvore, pisar, enfeite, acessibilidade, segurança.
  • Meio Fio: Separação, limite, obstáculo, guia, acabamento, direção, reto, desenho, moldura, contorno, desafio, equilíbrio, brincadeira, forma, tropeço, sentar.
  • Degrau: sentar, subir, descer, acesso, entrada, saída, tropeço, forma, desafio, dificuldade, assento, transpor, níveis, escada, ascenssão, transferência de peso, flesão e extensão, bunda, articulação, dobradiça, 90º, seqüência, simetria, antiderrapente, geometria.

Em nosso último encontro conversamos sobre a composição da trilha e também sobre quem seriam os interpretes para cada objeto.

A Invenção do cotidiano

Segue o nome de um interessante livro para ser discutido para quem tem a curiosidade de entender as minúcias do cotidiano, seus corpos e sua poética.

A invenção do cotidiano: artes de fazer, de Michel de Certeau.


"Escapando às totalizações imaginárias do olhar, existe uma estranheza do cotidiano que não vem à superfície, ou cuja superfície é somente um limite avançado, um limite que se destaca sobre o visível. Neste conjunto, eu gostaria de detectar práticas estranhas ao espaço "geométrico" ou "geográfico" das construções visuais, panópticas ou teóricas. Essas práticas do espaço remetem a uma forma específica de "operações" ("maneiras de fazer"), a "uma outra espacialidade" (uma experiência "antropológica", poética e mítica do espaço) e uma mobilidade opaca e cega da cidade habitada. Uma cidade transumante, ou metafórica, insinua-se assim o texto claro da cidade planejada e visível" (2005, p. 172)

05/03/2012

Corpomancia e Dançurbana "Circulando diálogos"

Neste mês começam os preparativos para a realização do nosso projeto "Circulando diálogos: arte na escola".

Depois de pouco mais de 1 ano pensando, discutindo, escrevendo sobre ele, conseguimos aprovação no Fundo Municipal de Investimentos Culturais - FMIC 2011 e vamos colocar a mão na massa!

Nossa ideia surgiu a partir do espetáculo “5 minutos”, realizado em parceria com a Cia. Dançurbana.

Queríamos explorar mais este trabalho que se propõe a utilizar espaços alternativos para a cena, que propõe diálogos entre as danças, entre pessoas, entre artistas e público.

Queremos abrir a roda para os diálogos e escolhemos a escola para nos acolher.


Na equipe seremos:

Conectivo Corpomancia

Cia. Dançurbana

Arado Cultural (Produção)

tem mais gente vivenciando casulos por aí!

fotos de Gil Grossi da ...Avoa - núcleo artístico. http://www.gilgrossi.com/u_avoa/index.html

28/02/2012

Guilherme Leoni não é inocente, interrogação.


Ainda não havia falado dele, o "Gui", segundo elemento dessa proposta do Inocência. Conheci o Guilherme no começo dos anos dois mil, quando eu ia pro Ginga de carona com a Re (na época diretora da Cia), e na volta ela passava pra pegar o filho na escola. Um dia ele entrou no carro falando de uma prova, de como a matéria era fácil e explicou a resposta de cada questão. 

- mas e aí, filho, quanto você tirou na prova?
- ah, mãe, a prova tava fácil demais, nem respondi. 

Sempre achei o Guilherme um cara performático, dono de uma oratória sem limites. Ele gosta de contextualizar cientificamente o mundo e fala assim com a Re:

- mãe, deixa eu te explicar de um jeito que você entenda...

Nesse olhar focado que tive em relação a ela no decorrer do ano passado, enquanto projetávamos o Inocência, fui conectando as questões que ela levantava com a sua relação com o Gui. Afinal, Inocência é um livro que fala da relação de uma adolescente do século 19 com o seu pai. Como seria então a relação de uma mãe do século XXI com o seu filho? 

O Gui aceitou o convite dizendo OK, eu não me importo de subir no palco, e vem construindo com a gente novas noções de movimento a partir da sua biologia, física, dos seus desenhos e dos seus abraços na mãe. 

23/02/2012

Camila Emboava no Inocência


Então precisávamos de um elemento a mais, já que o projeto Inocência tem prazo e o elemento "Paula" virou casulo. Na impossibilidade de outros membros deste conectivo, pensamos quem seria uma pessoa com potência para o cargo: esse de trazer a própria Inocência pra o nosso tempo e se mostrar pessoa ao desvestir a personagem.

A Camila é uma pessoa que a gente vê acompanhando o coletivo, e mais do que isso, é uma pessoa que a gente vem acompanhando há um tempo, nas apresentações do Estúdio de Dança Beatriz de Almeida, nos textos que produz, nos lugares em comum que a gente frequenta e em uma oficina que a gente deu no Ofurô e que nos deixou impressionadas com a sua disposição, ação, movimento.

Já estávamos conectadas e agora, oficialmente. periodicamente.

http://historiasdealemmar.blogspot.com/

casulo

e quando a gente é o próprio casulo?
a tecnologia permite assistir a essa transformação, lá dentro... de fora.. de dentro? pq a ideia de um parasita soa ruim? casulo de gente que se move, antes mesmo de ser bailarino, ANTES DE PODER OUVIR UMA MÚSICA. mas já tem batida, frequência, impulso. o que é que faz a gente se mexer? o que é que faz a gente sair do casulo?

instinto é sinônimo de inteligência, descobri.

22/02/2012

A cidade imaginada ou o imaginário da cidade

A cidade imaginada ou o imaginário da cidade


Maria Aparecida Lopes Nogueira

Antropóloga da Fundação Joaquim Nabuco e

pesquisadora da Universidade Federal de

Pernambuco (UFPE)


É uma cidade igual a um sonho: tudo o que pode ser imaginado pode ser sonhado, mas mesmo o mais inesperado dos sonhos é um quebra-cabeça que esconde um desejo, ou então o seu oposto, um medo. As cidades, como os sonhos, são construídas por desejos e medos, ainda que o fio condutor de seu discurso seja secreto, que as suas regras sejam absurdas, as suas perspectivas enganosas e que todas as coisas escondam uma outra coisa.

A cidade no fluxo do tempo: invenção do passado e patrimônio

A cidade no fluxo do tempo: invenção do passado e patrimônio

The city in the flow of time: invention of past and heritage

Irlys Alencar F. Barreira

Professora da Universidade Federal do Ceará - UFC


RESUMO

O artigo, baseado em pesquisa que toma Fortaleza como referência, tem por objetivo pensar as diferentes conexões estabelecidas entre a cidade e seu passado. Considera que os discursos sobre a urbe estão circunstanciados a diferentes contextos e porta-vozes. Destaca, nesse sentido, a cidade pensada por romancistas, historiadores, políticos e profissionais do planejamento urbano.
As transformações recentes da cidade ensejam discursos voltados para uma comunicação entre passado e presente, que apresentam tanto lamentações sobre a desfiguração do espaço urbano como a busca de recompor a "história" da cidade, através de uma política de preservação daquilo que é considerado como patrimônio. Atualmente o incentivo cada vez maior ao turismo em Fortaleza vem criando um novo discurso de exportação de imagens a serem propagadas e absorvidas para consumo.
A recuperação do centro da cidade, dos antigos prédios e áreas de lazer responde a este fluxo de transformação e preservação que caracteriza não apenas Fortaleza, podendo, também, expressar um movimento que ocorre em diferentes cidades brasileiras.

Palavras-chave: cidade, tempo e espaço, discurso, patrimônio, disputa simbólica.


http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-45222003000100011&lng=en&nrm=iso

Walter Benjamin e Paris: individualidade e trabalho intelectual

Um bom artigo para pensar o trabalho intelectual em meio a cidade, com, de e para.


Walter Benjamin e Paris: individualidade e trabalho intelectual

Renato Ortiz

Professor do Departamento de Sociologia do IFCH - UNICAMP


RESUMO: Este artigo é uma leitura do texto de Walter Benjamin Paris capital do século XIX. A partir do conjunto de anotações que Benjamin faz de diversos livros consultados, principalmente durante sua pesquisa na Bibliothèque Nationale, o autor pretende trabalhar a noção de indivíduo vinculando-a a dois temas. Primeiro, a emergência do flâneur como tradução do espírito de mobilidade que se inaugura com a modernidade. Para isso a discussão sobre a noção de espaço, particularmente no que diz respeito a cidade de Paris, é importante. Oflâneur surge assim como um indivíduo desenraizado que se locomove através do espaço urbano remodelado. Segundo, uma aproximação entre o ato da flânerie e o trabalho intelectual. Considerando a flânerie como uma atividade intelectual o autor mostra como os temas do distanciamento e da construção do objeto são relevantes tanto para o flâneur-detetive quanto para a reflexão nas ciências sociais.

UNITERMOS: Walter Benjamin, indivíduo, cidade, flânerie, ciências sociais, modernidade


http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-20702000000100002&lng=en&nrm=iso

15/02/2012

Artigo - A cidade no labirinto: descortinando metáforas da pós-modernidade

Segue a possibilidade de leitura de interessante artigo que traz a cidade como marco central de toda a discussão.

Artigo - A cidade no labirinto: descortinando metáforas da pós-modernidade

Resumo - Tecida de significados fragmentados, Palmas, capital do Estado do Tocantins, constitui-se num território da utopia e abriga em seu tecido projeções de uma visão de mundo refratária à modernidade, possível de ser compreendida nos limiares, ao longo de suas quadras, no contorno de suas construções, nas mentes vivas que a habitam, no enfebrecimento das possibilidades intelectuais a penetrar profundamente na sua linguagem imaginativa. Venho discutir, neste trabalho, a respeito da importância do imaginário social, enquanto potência criadora, que permite pensar o futuro da cidade, de um lado, e de outro, o papel da temporalidade que reconstitu a cidade na sua integridade. Passado e Futuro colocam-se, deste modo, como elementos para que analisemos a cidade no presente.

09/02/2012

Faixa de Pedestre: curiosidade

Galera, vocês sabiam que existe uma faixa de pedestre super famosa? É a da Abbey Road, uma rua de Londres onde estava localizado o estúdio onde os Beatles gravavam, que leva o mesmo nome da rua. Ela ficou famosa por causa da capa do 12 álbum lançado pela banda, em 1969. E segundo a Wikipédia, esse álbum está na lista dos 200 álbuns definitivos no Rock and Roll Hall of Fame. Só por curiosidade... Aí vai a foto da capa!

08/02/2012

:: Jogo Corpomancia no projeto Dançando na Escola, em Fortaleza-CE





Em meados deste mês de janeiro estivemos em Fortaleza para apresentarmos o jogo Corpomancia aos professores do programa Dançando na Escola, um projeto de inciativa da Prefeitura da capital cearense, numa parceria entre as secretarias de Educação e Cultura do município. O projeto é dirigido por Cláudia Pires e a nossa experiência durou 4 dias, em 16h/aula, com a presença de 20 professores do programa. Foi realizada por duas integrantes deste conectivo (Paula Bueno e Renata Leoni) e participação em dois dias de Christiane Araújo, professora da UEMS, que convidamos por sua experiência na educação em dança e pela oportunidade de conhecermos o seu trabalho.


Estávamos ali enquanto artistas, criadoras e experimentadoras de um jogo a partir de estudos de Rudolf Laban - este cara que muita gente conhece, mas que tem menos "amigos" do que merece - apresentando uma ferramenta possível para os professores usarem em sala de aula, e mais do que isso, pensando com eles a possibilidade da criação de novas ferramentas para as aulas de dança.


Os professores do programa têm formações diversas: jazz, dança de salão, dança de rua, dança contemporânea.. Ora, Laban contribuiu para inaugurar a dança moderna, mas a presença dele é maior do que esta: a sua pesquisa do movimento humano nos permite chegar a todos esses estilos, ou melhor, permite que esses professores possam ter mais possibilidades de trabalho dentro daquilo que já desenvolvem. Foi esse o nosso estímulo, e a colaboração dos "estimulados" reinou com novas pertinências durante o período em que estivemos juntos. 


A partir de uma proposta da Christiane Araújo instaurou-se um debate: é possível realizar um movimento "direto"? "Direto" é a intenção de quem propõe o movimento ou a forma no espaço que o corpo produz?? Engraçado que a noção de movimento direto e indireto é simples do ponto de vista de quem imagina, mas o movimento traz e trouxe para a experiência complexidades que não foram resolvidas com um martelo, mas debatidas e exercitadas pelo grupo inteiro, em busca de pontos de vista. O fato de estarmos em 3 figuras de "proponentes" ou "provocadoras" (a prof. doutora Ana Mundim coloca que o professor na contemporaneidade é mais um provocador), desencadeou uma forma de desentendimento saudável ao debate. Debate prático também: no dia seguinte, cada professor levou sua proposta de experimentação de movimento direto e indireto (ou multifocado) - todas vivenciadas e aprovadas pelo grupo. 


Não paramos por aí. Renata Leoni propôs uma caminhada em que eles se percebessem tocando o chão. Logo depois, inverteu a proposta, pedindo que percebessem durante a caminhada o chão tocando seus corpos. O debate desta vez nos guiou a questionamentos sobre a "dança contemporânea", inaugurado por uma "jazzarina" temerosa em perguntar obviedades: na dança contemporânea, pra quê tanta experimentação? onde isso nos leva? Ainda sem nenhum martelo, debatemos a pergunta essencial (e não óbvia) a ultrapassar o horário das dez da noite de uma sexta-feira (são santos, os cearenses). Prometemos começar o sábado de manhã com o vídeo "Ginga Documenta: cultura bovina em trânsito", documentário que aborda a construção de um espetáculo dentro da linguagem contemporânea, e coloca as diferentes visões do público que o assistiu, em variadas cidades brasileiras. Mais uma vez, o estímulo deu cordas para um entendimento multifocado.


Os jogos do Corpomancia conduzidos por Paula Bueno revelaram um aprimoramento dos professores na compreensão dos fatores de movimento propostos por Laban no decorrer dos encontros: os professores produziram experimentos, cenas, movimentos, composições e questionamentos, revelando que os estudos propostos pelo pesquisador ainda não se esgotaram, mesmo passados mais de 50 anos da sua morte. Os depoimentos revelaram um novo grupo de "amigas do Laban", como elas mesmas se classificaram, o que nos causou empatia, já que também não fomos simpáticas à pesquisa de Laban em um primeiro momento, mas logo que entramos na experiência do movimento, fizemos as pazes com o pesquisador.  


Percebemos que talvez, os 3.407km que distancia Fortaleza da nossa cidade Campo Grande tenha feito diferença na hora de abordar alguns temas, simplesmente porque não havia um pré-julgamento de quem éramos, de ambas as partes, e o anonimato de certa forma potencializou a troca. Pudemos exercitar a fala, o pensamento, o movimento, a dúvida (a dúvida!). Conversando com Cláudia Pires, a coordenadora deste grupo tão diverso e ao mesmo tempo disposto, vimos que a experiência gerou resultados positivos no ânimo do projeto. Entre nós, mais uma chance de nos descobrirmos provocadoras de uma criatura que no fim das contas, nos transforma. 

07/02/2012

Manipulação de objetos

Pessoal, depois do nosso encontro de hoje e da experimentação com o "vestido" fui à procura de um livro indicado pelo pessoal da Caixa do Elefante (que conheci por ocasião da troca de experiência/intercâmbio que tivemos com eles no Palco Giratório). Um dos livros indicados foi Sobre o Teatro de Marionetes do Henrich Von Kleist, escrito em 1810. O texto é denso (porém curto) e em forma de diálogo entre o autor e um bailarino, e que de maneira simplificada "compara" (de certa forma) o movimento humano com o dos bonecos. Encontrei também na revista Obscena um outro texto sobre o livro de autoria de Isabel Alves Costa, este explica de forma mais clara as "intenções" do original. Seguem os links. Boa leitura!
http://www.revistaobscena.com/images/stories/pdf/IsabelAlvesCosta/Teatro_Marionetas.pdf
http://pontocinza.wordpress.com/2008/03/22/sobre-o-teatro-de-marionetes/

05/02/2012

Sacarose

Sonhei com as estruturas moleculares de alguns elementos (a água, por exemplo - H2O) e fiquei pensando que isso seria um bom recurso para a construção de um possível cenário, já que estamos pensando em tratar "cientificamente" de alguns temas que o trabalho suscita. Encontrei essa imagem da estrutura molecular da sacarose (açúcar de mesa) que é o composto mais utilizado em nossas receitas doces. (inclusive do algodão doce).


02/02/2012

Observando a rua

Voltando pra casa hoje depois do nosso encontro e observando a rua (de dentro do carro hehehe)lembrei de uma videodança da Balangandança Cia (que faz dança contemporânea para crianças)chamada Pé de Moleque (e que foi desenvolvida com apoio do Programa Rumos Dança). Nessa videodança tem uma cena construída em faixa de pedestre. Assisti ao video há algum tempo atrás. Tentei achar no youtube. Encontrei parte do video (mas não a cena específica que falei acima) mas é legal ver como eles pensaram essa abordagem dos espaços urbanos (de maneira lúdica, isto é, para crianças). Aí vai...


E para saber sobre a Balangandança, vai o link deles abaixo:
http://balangandanca.wordpress.com/

31/01/2012

Uma dança para uma passarela

Continuando a pesquisar a "Yak films" e seus vídeos streets and dance para o Sem Cerimônia, vi essa dança para essa passarela e essa relação despojada, ou seja, nada cerimoniosa.

30/01/2012

filme "Inocência"

Aqui vai um drop do filme Inocência (1983), de Walter Lima Jr.,com os protagonistas Fernanda Torres e Edson Celulari. O filme conta a história escrita por Visconde de Taunay (publicada em 1872). É diferente do que estamos propondo (uma atualização e personalização do tema proposto por Taunay), mas é o nosso ponto de partida ;)

Bruno Latour

Uma boa leitura para o projeto Sem Cerimônia é o Jamais Fomos Modernos de Bruno Latour, principalmente quando ele discute sobre os objetos híbridos, objetos que não vão faltar nas nossas intervenções

27/12/2011

Dança versus PowerPoint: John Bohannon & Black Label Movement



Dance as suas teorias de doutorado, propoe Bohannon. Infelizmente este vídeo nao tem legenda e só por isso vou escrever um pouco sobre ele. Ele começa falando sobre a luz, como o fenômeno de enxergar só é possível através do movimento e calor das partículas espalhadas... chega na organizaçao dessas partículas pra falar do laser, usando como "ferramenta" bailarinos. Fala de um pesquisador em Minessota que trabalha em parceria com bailarinos pra entender como as células mudam. Continua a sua tese até chegar a sua "modesta proposta": más apresentaçoes de power point sao uma ameaça à economia global. Continua falando sobre finanças, e propoe que as pessoas troquem o uso do power point por dançarinos nesta crise econômica em que vivemos. Termina falando que no futuro, alguma ferramenta mais poderosa que o power point será inventada e que os dançarinos nao serao mais necessários neste contexto. E daí teremos o luxo de poder sentar em uma plateia para testemunhar simplesmente a forma humana em movimento.


Inocência
Este vídeo tem conexao direta com a proposta do espetáculo Inocência, na qual estamos trabalhando. A ideia de ter uma figura que explica cientificamente elementos que vamos abordar através da dança, propoe um diálogo direto entre ciência e movimento.  É bom saber que nao estamos sozinhos ;)

obrigada ao meu amigo Kenneth Coelho por me mandar este link!

25/12/2011

Para pesquisar Eduardo Galeano

São muitos os livros que tratam com delicadeza o cotidiano, as espessuras rastejantes entre corpo-vida, e um dos autores que podem ajudar a nos delinearmos entre frascos obscuros do corpo-vida é o uruguayo Eduardo Galeano, aqui trago a possibilidade de um interessante e profundo livro.

O Bocas do tempo, 2010.

boa escavação...