Experimentamos no ensaio de hoje as nossas pesquisas de movimento tendo como ponto de partida os comandos de voz para as ações como cair, torcer, tomar café, ir para o quarto..., sob a luz dos ensinamentos da coreologia (estudo dos elementos constitutivos da dança, entre eles, o movimento) de Laban, apresentada pela Mareu no fim de semana. Já havíamos criado os movimentos para cada comando de voz e hoje tomamos consciência do que estávamos fazendo (dinâmicas e ações) e essa consciência do movimento foi bacana experimentar. Daí pudemos validar ou infirmar a pesquisa. Já valeu!!!
20/03/2012
Trabalho de hoje
Experimentamos no ensaio de hoje as nossas pesquisas de movimento tendo como ponto de partida os comandos de voz para as ações como cair, torcer, tomar café, ir para o quarto..., sob a luz dos ensinamentos da coreologia (estudo dos elementos constitutivos da dança, entre eles, o movimento) de Laban, apresentada pela Mareu no fim de semana. Já havíamos criado os movimentos para cada comando de voz e hoje tomamos consciência do que estávamos fazendo (dinâmicas e ações) e essa consciência do movimento foi bacana experimentar. Daí pudemos validar ou infirmar a pesquisa. Já valeu!!!
15/03/2012
08/03/2012
Referências cerimoniosas
07/03/2012
Curiosidades - Pontos de Ônibus pelo Mundo
Sem Cerimônia
Durante nosso processo de pesquisa e criação para o novo trabalho, procuramos fazer algumas analogias entre os objetos escolhidos para a criação e palavras que de alguma forma dialogassem com esses objetos. Segue a lista:
- Ponto de ônibus: chegada, saída, espera, paquera, observação, trânsito, fluxo, levantar, sentar, trocar de pé, transferência de peso, escora, assuntos.
- Faixa de pedestre: Fluxo, passagem, travessia, linha reta, labirinto, contrário das linhas, perpendicular, forma, restrição, regra, tempo, ordem, homem x máquina, hierarquia, direções opostas, visão, organização de fluxo.
- Vitrine: aparecida, extrição, exposição, imobilidade, imagem, pose, desejo, visão, composição, observação, reflexo, projeção, consumo, distração, mercado, poder, opressão, vertical, introdução.
- Carro parado: Obstáculo, ausência pessoa, proteção, máquina, nada, metal,imobilidade, estética, fetiche, poder, espera, liso, brilho, cor, guardar, estático, encostar, reflexo, som alto, arrumar.
- Poste: conexão, imolibidade, direto, duro, obstáculo, escora, xixi, cartaz, cilindro, alto, choque, poluição, visual, luz, suporte, transmissão.
- Banco: espera, descanso, observação, apoio, sentar levantar, dormir, suporte, conversa, namoro, ler, deposito, tempo livre, nicotina, comer e beber.
- Monumento: Observação, história, peso, invisível, memória, legenda, morto, poder, importância, pompa, pomba, obstáculo, sentido, esquecimento, puleiro, transgressão, referencia, ícone.
- Calçada: Passagem, andantes, transito, fluxo, passagem, moradia, entrada, entre, dança contemporânea, encontro, sujeira, formas, desorganização, democracia, diversidade, direções, ir e vir, choque, namoro, conforto, arvore, pisar, enfeite, acessibilidade, segurança.
- Meio Fio: Separação, limite, obstáculo, guia, acabamento, direção, reto, desenho, moldura, contorno, desafio, equilíbrio, brincadeira, forma, tropeço, sentar.
- Degrau: sentar, subir, descer, acesso, entrada, saída, tropeço, forma, desafio, dificuldade, assento, transpor, níveis, escada, ascenssão, transferência de peso, flesão e extensão, bunda, articulação, dobradiça, 90º, seqüência, simetria, antiderrapente, geometria.
Em nosso último encontro conversamos sobre a composição da trilha e também sobre quem seriam os interpretes para cada objeto.
A Invenção do cotidiano
05/03/2012
Corpomancia e Dançurbana "Circulando diálogos"
Neste mês começam os preparativos para a realização do nosso projeto "Circulando diálogos: arte na escola".
Depois de pouco mais de 1 ano pensando, discutindo, escrevendo sobre ele, conseguimos aprovação no Fundo Municipal de Investimentos Culturais - FMIC 2011 e vamos colocar a mão na massa!
Nossa ideia surgiu a partir do espetáculo “5 minutos”, realizado em parceria com a Cia. Dançurbana.
Queríamos explorar mais este trabalho que se propõe a utilizar espaços alternativos para a cena, que propõe diálogos entre as danças, entre pessoas, entre artistas e público.
Queremos abrir a roda para os diálogos e escolhemos a escola para nos acolher.
Na equipe seremos:
Cia. Dançurbana
Arado Cultural (Produção)
tem mais gente vivenciando casulos por aí!
28/02/2012
Guilherme Leoni não é inocente, interrogação.
23/02/2012
Camila Emboava no Inocência
Então precisávamos de um elemento a mais, já que o projeto Inocência tem prazo e o elemento "Paula" virou casulo. Na impossibilidade de outros membros deste conectivo, pensamos quem seria uma pessoa com potência para o cargo: esse de trazer a própria Inocência pra o nosso tempo e se mostrar pessoa ao desvestir a personagem.
A Camila é uma pessoa que a gente vê acompanhando o coletivo, e mais do que isso, é uma pessoa que a gente vem acompanhando há um tempo, nas apresentações do Estúdio de Dança Beatriz de Almeida, nos textos que produz, nos lugares em comum que a gente frequenta e em uma oficina que a gente deu no Ofurô e que nos deixou impressionadas com a sua disposição, ação, movimento.
Já estávamos conectadas e agora, oficialmente. periodicamente.
http://historiasdealemmar.blogspot.com/
casulo
a tecnologia permite assistir a essa transformação, lá dentro... de fora.. de dentro? pq a ideia de um parasita soa ruim? casulo de gente que se move, antes mesmo de ser bailarino, ANTES DE PODER OUVIR UMA MÚSICA. mas já tem batida, frequência, impulso. o que é que faz a gente se mexer? o que é que faz a gente sair do casulo?
instinto é sinônimo de inteligência, descobri.
22/02/2012
A cidade imaginada ou o imaginário da cidade
Maria Aparecida Lopes Nogueira
Antropóloga da Fundação Joaquim Nabuco e
pesquisadora da Universidade Federal de
Pernambuco (UFPE)
É uma cidade igual a um sonho: tudo o que pode ser imaginado pode ser sonhado, mas mesmo o mais inesperado dos sonhos é um quebra-cabeça que esconde um desejo, ou então o seu oposto, um medo. As cidades, como os sonhos, são construídas por desejos e medos, ainda que o fio condutor de seu discurso seja secreto, que as suas regras sejam absurdas, as suas perspectivas enganosas e que todas as coisas escondam uma outra coisa.
A cidade no fluxo do tempo: invenção do passado e patrimônio
A cidade no fluxo do tempo: invenção do passado e patrimônio
The city in the flow of time: invention of past and heritage
Irlys Alencar F. Barreira
Professora da Universidade Federal do Ceará - UFC
RESUMO
O artigo, baseado em pesquisa que toma Fortaleza como referência, tem por objetivo pensar as diferentes conexões estabelecidas entre a cidade e seu passado. Considera que os discursos sobre a urbe estão circunstanciados a diferentes contextos e porta-vozes. Destaca, nesse sentido, a cidade pensada por romancistas, historiadores, políticos e profissionais do planejamento urbano.
As transformações recentes da cidade ensejam discursos voltados para uma comunicação entre passado e presente, que apresentam tanto lamentações sobre a desfiguração do espaço urbano como a busca de recompor a "história" da cidade, através de uma política de preservação daquilo que é considerado como patrimônio. Atualmente o incentivo cada vez maior ao turismo em Fortaleza vem criando um novo discurso de exportação de imagens a serem propagadas e absorvidas para consumo.
A recuperação do centro da cidade, dos antigos prédios e áreas de lazer responde a este fluxo de transformação e preservação que caracteriza não apenas Fortaleza, podendo, também, expressar um movimento que ocorre em diferentes cidades brasileiras.
Palavras-chave: cidade, tempo e espaço, discurso, patrimônio, disputa simbólica.
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-45222003000100011&lng=en&nrm=iso
Walter Benjamin e Paris: individualidade e trabalho intelectual
Walter Benjamin e Paris: individualidade e trabalho intelectual
Renato Ortiz
Professor do Departamento de Sociologia do IFCH - UNICAMP
RESUMO: Este artigo é uma leitura do texto de Walter Benjamin Paris capital do século XIX. A partir do conjunto de anotações que Benjamin faz de diversos livros consultados, principalmente durante sua pesquisa na Bibliothèque Nationale, o autor pretende trabalhar a noção de indivíduo vinculando-a a dois temas. Primeiro, a emergência do flâneur como tradução do espírito de mobilidade que se inaugura com a modernidade. Para isso a discussão sobre a noção de espaço, particularmente no que diz respeito a cidade de Paris, é importante. Oflâneur surge assim como um indivíduo desenraizado que se locomove através do espaço urbano remodelado. Segundo, uma aproximação entre o ato da flânerie e o trabalho intelectual. Considerando a flânerie como uma atividade intelectual o autor mostra como os temas do distanciamento e da construção do objeto são relevantes tanto para o flâneur-detetive quanto para a reflexão nas ciências sociais.
UNITERMOS: Walter Benjamin, indivíduo, cidade, flânerie, ciências sociais, modernidade
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-20702000000100002&lng=en&nrm=iso
15/02/2012
Artigo - A cidade no labirinto: descortinando metáforas da pós-modernidade
09/02/2012
Faixa de Pedestre: curiosidade
08/02/2012
:: Jogo Corpomancia no projeto Dançando na Escola, em Fortaleza-CE
Em meados deste mês de janeiro estivemos em Fortaleza para apresentarmos o jogo Corpomancia aos professores do programa Dançando na Escola, um projeto de inciativa da Prefeitura da capital cearense, numa parceria entre as secretarias de Educação e Cultura do município. O projeto é dirigido por Cláudia Pires e a nossa experiência durou 4 dias, em 16h/aula, com a presença de 20 professores do programa. Foi realizada por duas integrantes deste conectivo (Paula Bueno e Renata Leoni) e participação em dois dias de Christiane Araújo, professora da UEMS, que convidamos por sua experiência na educação em dança e pela oportunidade de conhecermos o seu trabalho.
Estávamos ali enquanto artistas, criadoras e experimentadoras de um jogo a partir de estudos de Rudolf Laban - este cara que muita gente conhece, mas que tem menos "amigos" do que merece - apresentando uma ferramenta possível para os professores usarem em sala de aula, e mais do que isso, pensando com eles a possibilidade da criação de novas ferramentas para as aulas de dança.
Os professores do programa têm formações diversas: jazz, dança de salão, dança de rua, dança contemporânea.. Ora, Laban contribuiu para inaugurar a dança moderna, mas a presença dele é maior do que esta: a sua pesquisa do movimento humano nos permite chegar a todos esses estilos, ou melhor, permite que esses professores possam ter mais possibilidades de trabalho dentro daquilo que já desenvolvem. Foi esse o nosso estímulo, e a colaboração dos "estimulados" reinou com novas pertinências durante o período em que estivemos juntos.
A partir de uma proposta da Christiane Araújo instaurou-se um debate: é possível realizar um movimento "direto"? "Direto" é a intenção de quem propõe o movimento ou a forma no espaço que o corpo produz?? Engraçado que a noção de movimento direto e indireto é simples do ponto de vista de quem imagina, mas o movimento traz e trouxe para a experiência complexidades que não foram resolvidas com um martelo, mas debatidas e exercitadas pelo grupo inteiro, em busca de pontos de vista. O fato de estarmos em 3 figuras de "proponentes" ou "provocadoras" (a prof. doutora Ana Mundim coloca que o professor na contemporaneidade é mais um provocador), desencadeou uma forma de desentendimento saudável ao debate. Debate prático também: no dia seguinte, cada professor levou sua proposta de experimentação de movimento direto e indireto (ou multifocado) - todas vivenciadas e aprovadas pelo grupo.
Não paramos por aí. Renata Leoni propôs uma caminhada em que eles se percebessem tocando o chão. Logo depois, inverteu a proposta, pedindo que percebessem durante a caminhada o chão tocando seus corpos. O debate desta vez nos guiou a questionamentos sobre a "dança contemporânea", inaugurado por uma "jazzarina" temerosa em perguntar obviedades: na dança contemporânea, pra quê tanta experimentação? onde isso nos leva? Ainda sem nenhum martelo, debatemos a pergunta essencial (e não óbvia) a ultrapassar o horário das dez da noite de uma sexta-feira (são santos, os cearenses). Prometemos começar o sábado de manhã com o vídeo "Ginga Documenta: cultura bovina em trânsito", documentário que aborda a construção de um espetáculo dentro da linguagem contemporânea, e coloca as diferentes visões do público que o assistiu, em variadas cidades brasileiras. Mais uma vez, o estímulo deu cordas para um entendimento multifocado.
Os jogos do Corpomancia conduzidos por Paula Bueno revelaram um aprimoramento dos professores na compreensão dos fatores de movimento propostos por Laban no decorrer dos encontros: os professores produziram experimentos, cenas, movimentos, composições e questionamentos, revelando que os estudos propostos pelo pesquisador ainda não se esgotaram, mesmo passados mais de 50 anos da sua morte. Os depoimentos revelaram um novo grupo de "amigas do Laban", como elas mesmas se classificaram, o que nos causou empatia, já que também não fomos simpáticas à pesquisa de Laban em um primeiro momento, mas logo que entramos na experiência do movimento, fizemos as pazes com o pesquisador.
Percebemos que talvez, os 3.407km que distancia Fortaleza da nossa cidade Campo Grande tenha feito diferença na hora de abordar alguns temas, simplesmente porque não havia um pré-julgamento de quem éramos, de ambas as partes, e o anonimato de certa forma potencializou a troca. Pudemos exercitar a fala, o pensamento, o movimento, a dúvida (a dúvida!). Conversando com Cláudia Pires, a coordenadora deste grupo tão diverso e ao mesmo tempo disposto, vimos que a experiência gerou resultados positivos no ânimo do projeto. Entre nós, mais uma chance de nos descobrirmos provocadoras de uma criatura que no fim das contas, nos transforma.
07/02/2012
Manipulação de objetos
http://www.revistaobscena.com/images/stories/pdf/IsabelAlvesCosta/Teatro_Marionetas.pdf
http://pontocinza.wordpress.com/2008/03/22/sobre-o-teatro-de-marionetes/
05/02/2012
Sacarose
02/02/2012
Observando a rua
E para saber sobre a Balangandança, vai o link deles abaixo:
http://balangandanca.wordpress.com/
31/01/2012
Uma dança para uma passarela
30/01/2012
filme "Inocência"
Bruno Latour
27/12/2011
Dança versus PowerPoint: John Bohannon & Black Label Movement
Dance as suas teorias de doutorado, propoe Bohannon. Infelizmente este vídeo nao tem legenda e só por isso vou escrever um pouco sobre ele. Ele começa falando sobre a luz, como o fenômeno de enxergar só é possível através do movimento e calor das partículas espalhadas... chega na organizaçao dessas partículas pra falar do laser, usando como "ferramenta" bailarinos. Fala de um pesquisador em Minessota que trabalha em parceria com bailarinos pra entender como as células mudam. Continua a sua tese até chegar a sua "modesta proposta": más apresentaçoes de power point sao uma ameaça à economia global. Continua falando sobre finanças, e propoe que as pessoas troquem o uso do power point por dançarinos nesta crise econômica em que vivemos. Termina falando que no futuro, alguma ferramenta mais poderosa que o power point será inventada e que os dançarinos nao serao mais necessários neste contexto. E daí teremos o luxo de poder sentar em uma plateia para testemunhar simplesmente a forma humana em movimento.
Inocência
Este vídeo tem conexao direta com a proposta do espetáculo Inocência, na qual estamos trabalhando. A ideia de ter uma figura que explica cientificamente elementos que vamos abordar através da dança, propoe um diálogo direto entre ciência e movimento. É bom saber que nao estamos sozinhos ;)
obrigada ao meu amigo Kenneth Coelho por me mandar este link!