30 de jun de 2015

:: Perfil :: Ralfer Campagna



:: Carbono 14 :: 
Às 14h e 15 minutos do dia 28 de junho de 1990 nasce uma criatura com 4 quilos e cento e dez gramas.

:: Memória Corporal ::
Desde cedo, a fazenda era um dos grandes espaços de possibilidades do seu corpo (se machucar) em meio as brincadeiras com os primos e tios: corrida de barril (sim, a gente dentro), pega-pega no chiqueiro, soltar bezerro, apartar o gado, subir em árvore, corrida a cavalo, entre outras práticas que alimentavam o lado Cowboy de ser. Do outro lado, na cidade também participava destes jogos tradicionais (quase extintos) das ruas, onde se juntava toda molecada para um esconde-esconde, pique no alto, pular corda, futebol e qualquer outra brincadeira que vinha em mente. Já fez natação e por um bom tempo trabalhou abrindo porteira para o seu pai que era leiteiro. Precisava ser ágil... Atenção concentração, ritmo vai começar: olhar, abrir a porta da caminhonete, pular, abrir a porteira, seu pai passar, fechar e subir na brisa da carroceria... Ufa! Tudo isso umas “miliveis” ao dia. Entre os intervalos desta corriqueira rotina, já se sentia motivado e seduzido pela dança, seu corpo já correspondia as batidas, as melodias e aos compassos das músicas que escutava na rádio. Conheceu a dança dentro de casa, com a irmã, experimentou e brincou com o famoso Axé da Bahia ao som do É o Tchan, e acreditava ser algum tipo de jacaré branco do MS. Em 2002 participou do Projeto “Nessa Rua tem Talento” da Casa de Ensaio, onde teve seu primeiro contato com uma professora de dança – Gisela Dória. Ganhou uma bolsa para as aulas regulares de balé, porém sua família não deixou participar. Saiu do projeto e só voltou a ter contato com a dança (fora do banheiro) em 2009 quando conheceu as danças urbanas, e depois, não parava de dançar...

:: Pedaço de papel importante pra sociedade ::
- Graduando em Educação Física (Licenciatura) pela UFMS.

:: O ganha pão ::
Intérprete criador, professor de danças urbanas, produções artísticas e se arrisca como designer gráfico, colaborando e criando na área.

:: O que te move ::
O olhar, o sentir, a dança, as amizades, o desconhecido, o sorriso... Além de cinema/filmes, purê de batata, idiotices, fotografia, aventuras, viajar, azul (sim, é a cor mais quente), o momento, a lembrança, o equilíbrio da vida e transformação do ser humano.

:: No Conectivo ::
Sorrateiro, jeitinho mineiro da família de sua mãe, chegou como assistente de produção no trabalho Inocência (2012) e aos poucos foi se aproximando da “tchurma”, realizando outras produções. Em 2014 recebeu o convite para circular com o projeto Sem Cerimônia: Ser Cidade pelo interior do estado de MS, gostou da ideia e procurou somar.

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