Mostrando postagens com marcador jogo depoimentos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador jogo depoimentos. Mostrar todas as postagens

13 de set. de 2009

simples e divertida

"Uma proposta simples, com intérpretes que dão início às suas trajetórias artísticas propondo um trabalho que dialoga diretamente com o público, lançando-se, dessa forma, no risco, no improvável, no acaso. E é essa iniciativa de principiar suas carreiras arrojando-se nesse universo da busca de outras formas de entender dança que torna a proposta interessante". (Ana Teixeira)

"Bem elaborada e divertida forma de trabalhar com improvisação e que se encaixa bem na proposta Conexões desta Bienal". (Sonia Mota)

Estes foram os retornos que recebemos das curadoras convidadas da sexta edição da Bienal Sesc de Dança-2009, sobre a nossa audição virtual.
Vamos nos apresentar em Santos nos dias 7 e 8 de novembro (sábado e domingo).
Muito trabalho até lá! Agora a ação é nos ensaios! Me=morar e jogo são as bolinhas do malabarismo da vez :P

A Ana Teixeira é doutoranda em comunicação e semiótica pela PUC-SP. Foi bailarina profissional entre os anos de 1988 e 2004, integrando as Cias Balé da Cidade de São Paulo e Stats Theater Kassel (Alemanha). Foi diretora artística do Balé da Cidade de SP (2003 a 2009) e atualmente é consultora do programa "dança contemporânea" do Sesc-SP.
A Sonia Mota é pesquisadora, diretora, coreógrafa e bailarina. Dançou pela sociedade Ballet de São Paulo, no Royal Ballet Flanders-Antuérpia e no Balé da Cidade de São Paulo. A partir de 1976 começou a criar seu próprio método, a Arte da Presença. Recebeu prêmiações de melhor espetáculo de dança com "Vi-vidas", em 2008 e trabalha da finalização da trilogia que inicou-se com este espetáculo, que aborda o feminino na contemporaneidade.

28 de set. de 2007

A dança jogada a sério, por Ricardo Pieretti

Rolam os dados e seus números definem as partes do corpo a serem utilizadas. Tira-se a carta e esta define o movimento que pode ser feito. O sorteio dá a música. O jogador tem que respeitar a sorte, dançar com o que ela determina e encantar a platéia atenta. Este é o “Corpomancia”, jogo-espetáculo desenvolvido pela bailarina Paula Bueno, que reúne improviso e surpresa na criação imediata da dança a ser apresentada.

A beleza desta solução artística para a demonstração das várias técnicas e modalidades da dança contemporânea se estabelece em diversas faces. A apresentação, por exemplo, se adapta a qualquer ambiente e a cada jogo é uma nova experiência e um espetáculo distinto. Mas, em todas as suas possibilidades, o “Corpomancia” é, sobretudo, uma bela metáfora da vida.
Os jogadores-bailarinos podem ser um, dois ou muitos. Quando é apresentado apenas por um, o jogo traz uma série de reflexões sobre tempo, espaço e solidão. O bailarino enfrenta sozinho as adversidades que poderiam ser as nossas próprias. Quando são dois os componentes, é armado um duelo e o público fica diante de um paralelo das relações humanas. Por fim, na apresentação de vários jogadores fica evidente a simulação da disputa no sistema capitalista em que vivemos.

Além de todo o conceito que paira no jogo-espetáculo, também é ponto forte da apresentação a graça e a competência das bailarinas, lideradas pela própria Paula Bueno e que trazem a experiência do profissionalismo dos filhos do Ginga Companhia de Dança. O “Corpomancia” é uma obra para o espectador pensar, refletir, se emocionar e se deslumbrar.

19/02/2008

* Ricardo Pieretti Câmara é jornalista, produtor
cultural, presidente da Fundação Nelito Câmara e
Coordenador do Festival de Verão de Ivinhema