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7 de mai. de 2012

conversando sem cerimônia

Como parte dos trabalhos, decidimos nos reunir neste dia para refletir sobre os caminhos que estávamos percorrendo. Prestes a ser estreado no 7ª Aldeia SESC Terena de Arte e Cultura, no dia 9 de Maio, quarta-feira, percebemos também que o registro e a publicação desta conversa seria uma possibilidade de inteirarmos o nosso público desta proposta que é a de realizar intervenções não cerimoniosas (de fato) nas vias públicas, de forma que o público mais atingido será mesmo aquele que estará no fluxo da cidade(na faixa de pedestre, parado no sinal e/ou esperando o ônibus), bem perto dos ruídos que pretendemos produzir entre as pessoas. Por outro lado, não há nada que impeça os interessados de nos acompanhar na cidade. A divulgação com lugar e hora pra começar está aqui:

2 de fev. de 2012

Observando a rua

Voltando pra casa hoje depois do nosso encontro e observando a rua (de dentro do carro hehehe)lembrei de uma videodança da Balangandança Cia (que faz dança contemporânea para crianças)chamada Pé de Moleque (e que foi desenvolvida com apoio do Programa Rumos Dança). Nessa videodança tem uma cena construída em faixa de pedestre. Assisti ao video há algum tempo atrás. Tentei achar no youtube. Encontrei parte do video (mas não a cena específica que falei acima) mas é legal ver como eles pensaram essa abordagem dos espaços urbanos (de maneira lúdica, isto é, para crianças). Aí vai...


E para saber sobre a Balangandança, vai o link deles abaixo:
http://balangandanca.wordpress.com/

14 de dez. de 2011

:: Leitura da Semana

Dia 12, em nosso encontro "teoricopratico" (fomos até a Praça do Rádio Clube) discutimos sobre algumas questões levantadas pelo artigo do Vanilton Lakka* "Um Olhar Sobre a Cidade na Formação em Dança" disponível na Revista OlharCE (a revista de dança do Ceará) http://olharce.com/.

Transcrevo abaixo alguns trechos do artigo:

"As cidades modernas são herdeiras de uma concepção que nos tem levado a uma apatia sensorial, pois elas são fundadas em uma perspectiva que privilegia a visão em detrimento dos outros sentidos, de modo a limitar a experiência corporal de seus habitantes, sendo assim percebemos a cidade como uma passagem e não como um espaço a ser vivenciado, experimentado".

"A formação em dança reflete em grande medida a organização da sociedade e seus preceitos de aproximação entre corpo e espaço; dessa forma é compreensível que os currículos de dança prevejam a maioria de suas atividades em espaços de sala que guardam como caracteristicas a inexistência de obstáculos, a simetria de paredes e ângulos assim como um chão com textura única".

"... No entanto, a dança no último século se expandiu em várias direções e as possibilidades de encenação em espaços outros que não o palco italiano exige uma formação que traga respostas a essa demanda".

* Vanilton Lakka - mestrando em Artes no PPGArtes-UFU/MG. Intérprete e criador em dança, com carreira solo e integrante da Cia. Mário Nascimento. Apresentou-se e ministrou oficinas no Brasil e em países da América Latina, Europa e África.

6 de dez. de 2011

Reunião - 01.12.2011 (discussão teórica)

Na reunião do dia 01.12.2011 fizemos uma nova discussão teórica para o
Sem Cerimônia, partimos por muitas discussões, como algumas analises
do artigo “Fazer-dizer performativo em dança: corpo, cidade e
performatividade” de Jussara Setenta (UFBA), onde costuramos
indagações entre o fazer-dizer (realizar) da dança como sua própria
linguagem, seu querer dizer a partir das delineações da forma –
conteúdo, percebemos o corpo como estrato sensível de subjetivação,
como discurso critico, político por si só, se mexer já é um mover-se
político.

Entre outras questões, referimos a performatividade, ponto central do
artigo, como um estado de inquietude, quando desconstrói e abre
lacunas para o indefinido, atos de transformação, com a constante
busca de desvertir-se de modelos e maneiras já consolidados, para
inverter e discutir a forma como o público pode reconhecer a arte da
dança.

No decorrer da reunião, travamos sobre muitas questões a partir de
contos do livro Cidades Invisíveis de Italo Calvino, como:

- “Para construir o corpo para o Sem Cerimônia é preciso habitar os
lugares, espaços e territórios para cada intervenção. Necessitamos
viver a cidade”
- “Podemos fazer grandes caminhadas pela cidade”
- “Podemos fazer as reuniões em pontos estratégicos da cidade”
- “Precisamos nos habitar da cidade, tomar conta da mesma”
- “Corpos político: preocupação estética, sociais e culturais (estar –
ser cidade)”

29 de nov. de 2011

Primeira reunião teórica - Sem Cerimônia


No dia 28.11.11 fizemos a primeira reunião teórica para a construção das intervenções urbanas para o projeto "Sem Cerimônia", nesta discutimos o artigo "Corpos Dilatados: a dança rematerializada no contexto das cidades", de Dickson Du-Arte Pires, publicado na revista Húmus 4 e tomamos conhecimento do livro "Cidades Invisíveis" de Italo Calvino, onde vamos retirar contos para serem lidos em toda a reunião para que possamos nos deparar com a tenuidade do poético - ordinário da cidade.

Entre as discussões que tecemos, muitos peixes foram jogados ao lago para as nossas criações, como: Vamos agir na cidade? Vamos re-agir a cidade? Vamos re-criar realidades? Seremos corpos - objetos? Seremos Obras de arte? Como a cidade pode nos ver? O corpo é uma arquitetura? O que conecta a cidade como cidade entre todas as cidades? O corpo pode estar perdido na multidão da cidade? O que é o sujeito - urbano? O que e como o público vai nos perceber? Vamos criar e descriar problemas?

A imagem que segue antes do texto, por assim, descrever um pouco do que ficou nos nossos corpos.

Abraços e até o nosso próximo encontro, o trabalho já inicia-se entre dilemas para o corpocidade.